Doentes dos Açores deslocados com dificuldade de locomoção com viatura adaptada

5 de Março 2022

Os doentes dos Açores com dificuldade de locomoção ou outras deficiências incapacitantes que têm que se deslocar a Lisboa vão contar com o apoio de uma viatura adaptada, numa iniciativa da secretaria regional da Saúde.

De acordo com uma nota de imprensa do executivo açoriano, o secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, procedeu na sexta-feira à entrega de uma viatura adaptada para transporte de doentes ao Serviço de Apoio a Doentes Deslocados (SADD) em Lisboa.

A viatura foi adquirida no mercado nacional por cerca de 31 mil euros e “totalmente adaptada” para poder transportar pessoas com dificuldade de locomoção, ou outras deficiências incapacitantes.

De acordo com Clélio Meneses, “fica assim colmatada uma carência de muitos anos, num serviço essencial para a região, dado que inúmeras pessoas são deslocadas dos Açores para o continente, para poderem efetuar tratamentos diversos, muitas delas afetadas por doenças incapacitantes”.

O secretário regional da Saúde e Desporto, que prestou declarações à margem do ato oficial de entrega da viatura, destacou o trabalho do SADD em Lisboa e lamentou as dificuldades vividas pelo mesmo, ao longo dos últimos anos, motivadas “pelo desinvestimento dos anteriores governos, facto que levou à degradação de viaturas, computadores e outros equipamentos”.

“Há poucos meses, investimos também cerca de 10 mil euros num novo parque de equipamentos informáticos, resolvendo outra carência lamentável”, disse o secretário regional da Saúde, anunciando um próximo investimento ao nível dos recursos humanos, que considera “tão urgente quanto os anteriores”.

Clélio Meneses revelou que o SADD atendeu em 2021, em tempo de pandemia, cerca de 1.100 açorianos enviados para tratamento em Lisboa, pelos hospitais dos Açores, mas “a falta de pessoal habilitado, tem dificultado a missão deste serviço, sem lhe tirar o valor e o sucesso da missão, dado o empenho dos profissionais que ainda cá estão”.

“É preciso resolver também esta situação e vamos resolver, certamente”, disse.

O SADD em Lisboa funciona num prédio adquirido pela região em 1984, na zona do Areeiro, apoiando os doentes deslocados, com transporte de e para o aeroporto e assegurando outros serviços considerados essenciais.

Trata também de alojamentos e processa pagamentos referentes às deslocações, para além de outros procedimentos burocráticos.

Os doentes e suas famílias contam ainda com apoio psicológico, por parte de técnicos habilitados.

LUSA/HN

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