Empresa de correio rápido chinesa suspende envios de e para Macau e Hong Kong

11 de Março 2022

Uma multinacional de correio rápido chinesa disse terem sido suspensos, a partir de hoje, em Macau e Hong Kong todos os envios de e para a China, devido às medidas de controlo contra a Covid-19.

A decisão da S.F. Express, a segunda maior empresa de serviços de entrega expresso na China, surgiu depois de terem sido registados nove casos de covid-19 em Hangzhou, capital da província chinesa de Zhejiang, no sudeste do país.

Todos os doentes são trabalhadores num centro de trânsito expresso da empresa, naquela cidade, indicaram as autoridades de Macau, em comunicado.

“Esta situação revela que fazer compras em plataformas eletrónicas” implica “o risco de serem contaminados” pelo SARS-CoV-2, afirmou, na mesma nota, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

O Centro pediu ainda aos residentes para que manuseiem com cuidado, os produtos adquiridos por correio, enumerando vários cuidados a tomar.

Em janeiro, as autoridades sanitárias do território tinham já pedido à população para receberem menos encomendas pelo correio, depois de, na altura, a China ter ligado recentes casos da doença a encomendas chegadas do estrangeiro.

Macau registou, desde o início da pandemia, há dois anos, 82 casos confirmados de Covid-19. Tal como na China, o Governo de Macau passou a não considerar os casos assintomáticos (46) para efeitos de contabilidade dos casos confirmados.

As autoridades sanitárias chinesas anunciaram terem registado 1.369 novos casos de Covid-19, nas últimas 24 horas, 397 dos quais por contágio local. Este número, que também inclui casos assintomáticos e infeções detetadas em viajantes oriundos do estrangeiro, é o mais elevado em dois anos.

A Covid-19 provocou pelo menos 6.011.769 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

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