Universidade de Coimbra prevê qualificar oito a 10 mil pessoas em quatro anos

A Universidade de Coimbra (UC) ambiciona diplomar, em quatro anos, entre 8.000 a 12.000 pessoas, no âmbito do projeto Living the Future Academy, financiado com 16,5 milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O projeto, apresentado hoje, está focado na promoção de programas e cursos de formação inovadores, adaptados a diferentes segmentos da população e em coordenação com empregadores e organizações económicas, sociais, políticas e territoriais da região Centro.

“Este projeto não assenta em edificado, mas em qualificações. Temos de olhar para os territórios e o momento que vivemos hoje é de qualificação e aproximação às pessoas”, disse o reitor da UC, Amílcar Falcão, na cerimónia de apresentação.

Liderado pela UC, o Living the Future Academy tem como parceiros a Universidade dos Açores, a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o Instituto Politécnico de Viseu e o Politécnico da Guarda, além de 104 parceiros e nove ‘clusters’ envolvendo mais de 300 associados.

“Estamos a trabalhar para ter uma presença territorial mais forte, que nos dá a ideia de que temos de fazer o que o território e o país precisam”, salientou o reitor da UC, frisando que a estratégia envolve cinco Comunidades Intermunicipais do Centro, entre elas a de Coimbra, que abrangem 73 dos 100 municípios da região.

Estas parcerias vão permitir a adaptação da formação às especificidades dos territórios e organizações e garantir uma maior capacitação do tecido socioeconómico da região Centro e dos Açores, assim como possibilitar a empregabilidade de novos licenciados e profissionais requalificados e programas de estágio para recém-licenciados e alunos STEAM (ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática).

O projeto prevê a criação de nove novos cursos de Licenciatura e Mestrado e de mais de uma centena de cursos curtos, não conferentes de grau, no âmbito de oito “academias” temáticas dedicadas a “’soft skills’, inteligência digital, robótica, saúde e longevidade, formação de professores, empreendedorismo jovem e sustentabilidade e economia circular”, entre outros.

“Acredito muito neste projeto, creio que fará a diferença e será, certamente, um motor de coisas novas, mantendo o respeito pela individualidade, pela territorialidade e por cada uma das instituições envolvidas”, afirmou Amílcar Falcão.

O objetivo, sustentou, é o de que o projeto seja “sustentável para o futuro e torne as instituições e a região, fundamentalmente, mais resiliente e diferente na forma de relacionamento”.

“Esta é uma oportunidade única de nos renovarmos, recriarmo-nos e de conseguirmos que na fase pós-pandemia estejamos mais preparados do ponto de vista tecnológico, mas também de implantação e de presença territorial”.

“É uma oportunidade única de aproveitarmos o dinheiro para investir bem e, dessa forma, darmos uma visibilidade completamente diferente e, fundamentalmente, uma dinâmica diferente ao ensino superior, independentemente de ser universitário ou politécnico”, frisou.

Salientando que se trata de um projeto “bastante ambicioso”, o reitor da UC referiu que o importante é “ter ideias e projetos disruptivos que sejam parte da solução e não do problema”.

LUSA/HN

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