Estudo alerta para impacto negativo da Doença de Crohn e fístulas perianais na qualidade de vida

Um estudo internacional recente mostra que pessoas com Doença de Crohn e fístulas perianais têm um impacto negativo mais significativo na sua qualidade de vida do que pessoas com Doença de Crohn sem fístulas perianais.

A Takeda, em colaboração com a Federação Europeia das Associações de Crohn e Colite Ulcerativa (“EFCCA”) e com a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI), anuncia os resultados de uma das maiores análises de questionários a doentes, e que teve como objetivo avaliar o real impacto das fístulas perianais na qualidade de vida de pessoas com Doença de Crohn (DC), em comparação com o impacto da DC sem fístulas perianais.

O estudo contou com a participação de mais de 800 doentes de 33 países, tornando este estudo “num dos mais completos alguma vez realizados sobre a perspetiva de vida de pessoas com fistulas perianais”. Os resultados chamam a atenção para o mostram um impacto significativo da Doença de Crohn e fístulas perianais na vida profissional e social.

Aproximadamente 37,4% das pessoas com DC e fístulas perianais afirmaram que não conseguiam praticar desporto, comparado com 25,7% de pessoas com DC sem fístulas perianais. Quando questionados sobre a atividade sexual, 26,4% das pessoas com DC e fístulas perianais evitaram ter relações sexuais, 6,9% terminaram relacionamentos e 5,5% evitaram novas relações devido à sua condição. Perto do dobro do número de pessoas com DC e fístulas perianais quando comparado com pessoas com DC sem fístulas perianais (14,3% vs 8%) admitiram ter mudado de profissão devido à sua condição.

Adicionalmente, o estudo revelou que pessoas com DC e fístulas perianais têm mais dificuldades em falar sobre a sua condição com outros, o que provoca um impacto negativo nos seus relacionamentos.

“Estamos orgulhosos por termos realizado este estudo para avaliar o impacto das fístulas perianais na qualidade de vida na perspetiva única dos doentes”, afirma Luisa Avedano, CEO da EFCCA. “Os resultados reforçam o que há muito suspeitávamos: que as fístulas perianais afetam muito significativamente a vida das pessoas com a doença de Crohn. Os resultados vão-nos ajudar a trabalhar para capacitar as pessoas com doença de Crohn e que vivem com fístulas perianais, o que contribuirá para a melhoria da qualidade de vida.”

Ana Sampaio, Presidente da APDI, reforça a importância dos resultados do estudo e refere que “as pessoas que vivem com Crohn Fistulizante sofrem um grande impacto na sua qualidade de vida”.

Paula Ministro, Presidente do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal, acrescenta que “a localização peri anal afeta até um quarto dos doentes com DC”. “O resultado do estudo alerta para a necessidade de diagnóstico, tratamento e seguimento adequado destes doentes. A terapêutica da DC de localização perianal é complexa, exige interação médico- cirúrgica especializada e conhecimento aprofundado das alternativas terapêuticas.”

PR/HN/Vaishaly Camões

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