Presidente do Sindicato dos Enfermeiros quer substituição imediata da ministra

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros (SE) defendeu a substituição imediata da ministra da Saúde, que apresentou esta terça-feira a sua demissão, salientando que estão a decorrer negociações com o Ministério.

“Esperamos e desejamos que a mudança de titular da pasta da Saúde não afete estas negociações, que duram há quatro meses”, alertou Pedro Costa, para quem a demissão de Marta Temido não constituiu uma surpresa, uma vez que “era algo anunciado”.

Em comunicado, o dirigente sindical disse esperar que a substituição da ministra da Saúde “não se arraste no tempo”, tendo em conta que os enfermeiros estão a negociar com o Ministério várias matérias relativas à valorização da carreira.

“O primeiro-ministro deveria ter a capacidade de substituir Marta Temido de imediato, de forma a minimizar a instabilidade crescente no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, referiu ainda Pedro Costa.

Marta Temido apresentou a demissão por entender que “deixou de ter condições” para exercer o cargo.

A demissão, já aceite pelo primeiro-ministro, foi noticiada de madrugada, mas hoje de manhã fonte oficial do gabinete de António Costa disse à Lusa que a substituição da ministra da Saúde “não será rápida”, adiantando que o chefe do Governo gostaria que fosse esta governante a concluir o processo de definição da nova direção executiva do SNS.

De acordo com o presidente do SE, a saída de Marta Temido do Ministério “deve ser encarada pelo Governo como a oportunidade de finalmente recuperar e relançar o SNS”.

Quanto ao sucessor da ministra, Pedro Costa defendeu que deve ser “alguém motivado para resolver as carências e premências do SNS, criando condições para contratar mais profissionais de saúde, valorizando as carreiras do setor, em especial a de enfermagem, e com capacidade de diálogo com as estruturas representativas da classe”.

“É de consenso geral que a grande marca de Marta Temido é a gestão da crise de covid-19, algo reconhecido até internacionalmente, mas, infelizmente, antes e depois disso, foi incapaz de resolver um único problema no SNS, apenas de apresentar remendos atrás de remendos”, lamentou Pedro Costa.

Marta Temido iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018, sucedendo a Adalberto Campos Fernandes, e foi ministra durante os três últimos executivos do Partido Socialista.

LUSA/HN

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