Nova Presidência da ANEM aposta em estratégia de proximidade

Os novos Órgãos Sociais da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) para o mandato de 2023 acabam de tomar posse numa cerimónia que teve lugar na NOVA Medical School, em Lisboa.

A cerimónia contou com as intervenções de Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos; Henrique Cyrne de Carvalho, presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas; Helena Canhão, diretora da Nova Medical School | Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa; e Ana Raquel Branco, responsável pelos Pelouros da Saúde e da Educação da Direção do Conselho Nacional de Juventude.

Ao novo presidente, Vasco Cremon de Lemos, aluno do 5.º ano de Medicina, juntou-se, nos Órgãos Sociais da ANEM, um grupo de 17 estudantes de Medicina, representantes de todas as escolas médicas do país.

A nova direção defende um maior envolvimento com a comunidade que representa, reservando-lhe um papel central na tomada de decisão.

Neste novo ciclo, em que se prepara ainda a celebração dos 40 anos da Federação, Vasco Cremon de Lemos aponta como a grande prioridade do seu mandato a representação da comunidade estudantil em todas as suas áreas de atuação: direitos humanos e ética médica; educação médica; formação; imagem e comunicação; mobilidade; saúde pública e saúde sexual e reprodutiva.

“Pretendemos que a ANEM seja a casa dos 10.500 estudantes de Medicina que representa. Por essa razão, e pela primeira vez na história da Federação, vamos nomear uma Diretora para o Envolvimento Estudantil”, anunciou.

Merecem reflexão e uma tomada de posição as implicações éticas e formativas do rácio atual entre estudante/tutor e estudante/doente; a desadequação das políticas de coesão territorial, refletida na deslocação de recém-graduados para a realização da Prova Nacional de Acesso à Formação Especializada; e a escassez de recursos na saúde e na formação médica.

A ANEM lembra que as conquistas da formação médica proporcionaram melhorias inequívocas à prestação de cuidados de saúde em Portugal e, em última análise, à vida dos cidadãos. “Por essa razão, as lutas devem ser colaborativas com os parceiros, definindo estratégias e retóricas concordantes, para que as preocupações do presente sejam os problemas resolvidos do futuro”, conclui o novo presidente.

PR/HN/RA

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Share This