Nova unidade de investigação junta 500 especialistas de universidades portuguesas

22 de Janeiro 2024

Três unidades de investigação da Universidade do Porto e uma da Universidade da Beira Interior vão fundir-se numa só que, reunindo mais de 500 investigadores, pretende encontrar novas soluções para doenças cardiovasculares, degenerativas e inflamatórias, foi esta segunda-feira revelado.

O RISE-Health resulta da fusão das duas unidades de investigação da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, (o CINTESIS e a UnIC), de uma do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (o MedInUP) e outra da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (CICS-UBI).

Num comunicado conjunto, os coordenadores das instituições esclarecem que, no final deste ano, a nova unidade de investigação integrará “mais de 500 doutorados” com competências na investigação clínica e de translação, na saúde digital e inteligência artificial, nas biotecnologias e na inovação biomédica, na saúde da comunidade e na investigação em enfermagem

“Fruto da vontade estratégica unânime dos seus respetivos coordenadores e através de um notável esforço de articulação gestionária e complementaridade científica entre os investigadores destas quatro unidades, desta inédita fusão irá decorrer um natural incremento de massa crítica, além de proporcionar maiores sinergias”, realçam.

A unidade de investigação irá centrar-se na “procura de novos conhecimentos e soluções inovadoras” relativamente às doenças cardiovasculares, degenerativas e inflamatórias, que são “causas maiores de mortalidade e de morbilidade em Portugal”.

O RISE-Health ficará sediado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e será coordenado por Fernando Schmitt, docente da FMUP.

A unidade terá polos de gestão em quatro unidades orgânicas da Universidade do Porto (ICBAS, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Medicina Dentária e Faculdade de Nutrição), bem como 10 polos em cinco universidades públicas (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade do Algarve, Universidade de Aveiro, Universidade da Beira Interior e Universidade da Madeira) e em duas universidades privadas (Universidade Fernando Pessoa e Universidade Portucalense).

A unidade permitirá “envolver ativamente” quatro escolas médicas e três escolas de enfermagem.

“O RISE-Health pretende ainda vir a ser um bom exemplo de desenvolvimento sustentável do sistema científico nacional, apresentando-se como uma solução inovadora, eficiente e complementar ao modelo preconizado, nos finais dos anos 80, por Mariano Gago”, afirmam.

Em 2025, está previsto o processo de avaliação dos Laboratórios Associados, sendo que o laboratório RISE deverá ser extinto e dar lugar a uma nova entidade, designada de RISE-LA, que tem como objetivo “vir a constituir-se no maior laboratório associado na área da medicina clínica e da saúde em Portugal”.

LUSA/HN

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