Endometriose associada a infertilidade, ansiedade e depressão

5 de Março 2024

A endometriose é uma causa reconhecida de infertilidade e está associada a alterações de humor, ansiedade e depressão, mas “é uma patologia altamente subdiagnosticada” e o diagnóstico pode levar até 8 anos.

Dores pélvicas e abdominais contínuas, desconforto ao urinar e a defecar, obstipação, sangue na urina e nas fezes, cansaço, desconforto durante ou após a prática de relações sexuais são alguns dos sintomas associados à endometriose. Esta é uma patologia que afeta mulheres em idade fértil e cujo diagnóstico, em Portugal, pode demorar até 8 anos.

A endometriose caracteriza-se pela presença de tecido similar ao endométrio em localização extrauterina e apresenta uma incidência de 1 em cada 10 mulheres. Devido à dor intensa que produz, esta patologia tem um grande impacto no desempenho das tarefas do dia a dia, uma vez que em diversos casos as doentes deixam de frequentar a escola, a universidade ou o trabalho, sendo que a dor pode aumentar durante o período menstrual.

Além disso, a endometriose é uma das causas reconhecidas de infertilidade, e também provoca alterações de humor, podendo levar a estados de ansiedade ou depressão.

Atualmente, existem diferentes opções terapêuticas, que vão desde a medicação analgésica, hormonal e contracetiva até, em casos mais graves, à intervenção cirúrgica. Em todas elas, o principal objetivo é melhorar a qualidade de vida das mulheres que sofrem com esta patologia.

“A endometriose é uma patologia altamente subdiagnosticada”, explica Helder Ferreira, uma vez que, “por desconhecimento ou por se subestimarem os sintomas, muitas mulheres não consultam um médico, mesmo que a dor interfira na vida quotidiana. No entanto, com um diagnóstico precoce, é possível aumentar a qualidade de vida, bem como as suas possíveis consequências, como a infertilidade e atingimento de múltiplos órgãos como aparelho reprodutor e urinário, intestino, entre outros. De facto, com um tratamento adequado, 50% das mulheres conseguem engravidar espontaneamente.”

Os dados mais recentes demonstram que 62% das mulheres afirmam não ter tempo para cuidar da sua saúde. Ainda assim, em Portugal, estima-se que cerca de 350.000 mulheres têm endometriose. Perante esta realidade “é fundamental promover a educação para as doenças ginecológicas, como a endometriose, para que as doentes saibam quando devem procurar ajuda especializada”, refere Helder Ferreira.

Neste sentido, a Medtronic desenvolveu a ”Women Like Me”, uma plataforma que tem como principal objetivo garantir que as mulheres estão totalmente informadas sobre estas patologias e que compreendem os seus sintomas, o impacto que estas podem ter na qualidade de vida e as opções de tratamento que têm disponíveis.

PR/HN

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