APMGF repudia reportagem da TVI que sugere falta de conhecimento dos médicos de família na área da Saúde Mental

13 de Abril 2024

A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) repudia veementemente as declarações veiculadas pela reportagem do canal televisão TVI, que colocam em causa a competência e o profissionalismo dos médicos de família. 

A estação de televisão TVI divulgou hoje, dia 12 de abril de 2024, uma reportagem no «Jornal Nacional», dedicada à prescrição de antidepressivos em Portugal, na qual é possível encontrar afirmações que não correspondem à verdade e que se constituem como ofensivas para os especialistas de Medicina Geral e Familiar.

É lamentável que afirmações infundadas tenham sido transmitidas publicamente, sugerindo que os médicos de família não possuem o conhecimento adequado sobre determinados fármacos ou sobre os potenciais efeitos secundários dos mesmos.

A formação e a atualização contínua são pilares fundamentais na prática da Medicina Familiar e é importante salientar que os médicos de família em Portugal são profissionais altamente qualificados, dotados de profundos conhecimentos nas diversas áreas da Medicina, na qual se inclui a Saúde Mental. Os médicos de família têm uma formação que privilegia o acompanhamento dos problemas de Saúde Mental, capacitando-os a diagnosticar, tratar e acompanhar os utentes. Além disso, a segurança e o bem-estar dos utentes, incluindo a avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios de qualquer intervenção terapêutica, é um dos princípios básicos da nossa atuação.

A APMGF reafirma o seu compromisso em promover a excelência na prática da Medicina Familiar em Portugal e rejeita qualquer tentativa de subestimar a competência e a dedicação dos seus profissionais. É importante destacar que reportagens sensacionalistas que desvalorizam o papel dos médicos de família podem contribuir para o aumento do abandono das prescrições médicas, colocando em risco a saúde dos utentes. Além disso, ao difundir informações imprecisas ou estigmatizantes sobre a doença mental e os tratamentos prescritos, podem intensificar o estigma associado a essas patologias, dificultando o acesso ao cuidado adequado e desencorajando os pacientes a procurarem ajuda profissional quando necessário.

comunicado da APMGF

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