Gulbenkian apoia cuidados oncológicos nos hospitais centrais de Cabo Verde

17 de Abril 2024

A Fundação Gulbenkian e o Ministério da Saúde de Cabo Verde assinaram terça-feira um protocolo que visa reforçar os cuidados de saúde em alguns dos hospitais centrais do país africano, afirmou aquela entidade em comunicado.

De acordo com a nota da Fundação Calouste Gulbenkian, o novo protocolo assinado com o Ministério da Saúde cabo-verdiano permitirá “o desenvolvimento do projeto Onco-CV – ‘Consolidar, Reforçar e Melhorar a abordagem das doenças oncológicas em Cabo Verde’”.

Este projeto “contribuirá para a criação do Serviço de Oncologia no Hospital Baptista de Sousa, no Mindelo, pretendendo ainda reforçar a capacidade de diagnóstico em anatomia patológica e imagiologia, assim como as condições de tratamento cirúrgico, quimioterapêutico e de cuidados paliativos deste hospital, bem como do Hospital Central da Praia – Dr. Agostinho Neto”, adiantou a Fundação.

No início do ano, já no âmbito deste projeto, a Fundação Calouste Gulbenkian doou equipamento clínico especializado no valor aproximado de 90 mil euros a ambos os hospitais, nomeadamente aos serviços de oncologia médica e de anatomia patológica dos hospitais Dr. Agostinho Neto e Baptista de Sousa e ao serviço de cuidados Paliativos do Hospital Dr. Agostinho Neto, refere-se no comunicado.

Uma câmara isoladora para preparação de citotóxicos, macas hospitalares, uma cama articulada, um carro de emergência, um chuveiro e lava olhos, um sistema de arquivo, um microscópio de dupla observação, uma mesa macroscópica, entre outros dispositivos e materiais essenciais para o diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas, incluem-se entre os bens doados.

Mas, além dos equipamentos e consumíveis doados, o projeto Onco-CV prevê apoiar a formação especializada de profissionais de saúde de Cabo Verde em Portugal e de formação ‘on-the-job’, contando, para o efeito, com o apoio técnico dos Institutos Portugueses de Oncologia de Lisboa e do Porto.

O Onco-CV surge como uma consequência da colaboração, iniciada em 2016 entre a Fundação Calouste Gulbenkian e o Ministério da Saúde de Cabo Verde, com o desenvolvimento do rastreio de base populacional do cancro do colo do útero, através da formação de recursos e compra de equipamento, e consolidada em 2018, com o projeto “Melhoria do diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas em Cabo Verde”.

Este último projeto, recorda a Gulbenkian, permitiu a pós-graduação de 23 profissionais de saúde em domínios oncológicos, a realização de 12 estágios de formação especializada de profissionais de saúde de Cabo Verde em Portugal e a formação de mais de 40 profissionais localmente, “melhorando assim a capacidade de diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas no país”.

LUSA/HN

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