Universidade de Aveiro esclarece que processo do curso de medicina não está concluído

18 de Maio 2024

A Universidade de Aveiro (UA) esclareceu hoje que o processo de criação do mestrado integrado de medicina não está concluído, faltando a decisão final do Conselho de Administração da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).

Numa nota enviada à Agência Lusa, a UA esclarece que recebeu da A3ES, para análise e pronúncia, o relatório preliminar da Comissão de Avaliação Externa (CAE) do Curso de Medicina.

“A UA já se pronunciou quanto ao relatório, concordando com o seu teor. Agora, compete ao Conselho de Administração da A3ES a decisão final”, refere a mesma nota.

Este esclarecimento surge depois de a UA ter anunciado esta sexta-feira que a proposta da academia aveirense para um mestrado integrado em Medicina tinha sido aprovada, segundo uma informação prestada pelo Conselho de Administração da A3ES.

De acordo com a mesma nota, a proposta envolve ensino na UA e orientação tutorial clínica em três Unidades Locais de Saúde (ULS), designadamente a ULS Região de Aveiro, a ULS Entre-Douro-e-Vouga e a ULS Gaia/Espinho, no âmbito do Centro Académico Clínico Egas Moniz Health Alliance.

Segundo o relatório da Comissão de Avaliação Externa (CAE), citado pela UA, “a missão, a visão e os objetivos do mestrado integrado em Medicina estão claramente definidos e assentam num programa moderno estruturado em torno de um currículo em espiral centrado no aluno”.

A CAE considera ainda que o programa “está alinhado com os resultados de aprendizagem pretendidos e é adequado à aquisição de competências exigidas para um médico”, observando que “a lista de tutores (já comprometidos) nos estágios de orientação tutorial clínica é impressionante”.

Quanto à investigação, a CAE considera que “o programa é apoiado pela evidência de múltiplos projetos e atividades de investigação ativa (nacionais e internacionais) em curso nas áreas das ciências médicas e clínicas na UA e no Centro Académico Clínico”.

Finalmente, a CAE considera também que “as infraestruturas físicas e os equipamentos disponíveis na UA são adequados para suportar as unidades curriculares”.

LUSA/HN

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