Hospital S. Francisco Xavier a funcionar normalmente após incêndio

Hospital S. Francisco Xavier a funcionar normalmente após incêndio

“Voltou tudo à normalidade, os doentes que estavam nas urgências saíram por precaução, devido ao fumo, mas regressaram, e o hospital continua o seu serviço”,disse Alexandra Flores.

Segundo o Batalhão dos Sapadores Bombeiros de Lisboa (BSBL), o alerta de incêndio foi dado pelas 12:55, e terá começado numa máquina em manutenção, na cobertura do edifício, tendo sido dado como terminado, antes das 13:30.

Não se registaram quaisquer vítimas, disse a mesma fonte,

No local estiveram 20 operacionais com o apoio de sete viaturas, uma delas dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, segundo fonte do BSBL que referiu anda a presença de elementos do Serviço de Proteção Civil e agentes da Polícia Municipal.

LUSA/HN

Governo e enfermeiros com 120 dias para chegar a acordo sobre carreiras

Governo e enfermeiros com 120 dias para chegar a acordo sobre carreiras

“Há o compromisso da parte do Governo de assumir essas progressões”, adiantou à agência Lusa o presidente do Sindepor, após mais uma reunião com a secretária de Estado da Saúde, Maria de Fátima Fonseca.

Segundo Carlos Ramalho, o protocolo negocial formalizado ontem estipula um prazo de 120 dias para a negociação sobre esta matéria, ficando definido que se vão realizar reuniões entre as duas partes de três em três semanas, sendo a próxima em 14 de julho.

“Muitos enfermeiros já deveriam ter progredido de escalão há muito tempo, o que significa necessariamente uma desvalorização salarial”, salientou Carlos Ramalho, ao salientar que o próximo encontro servirá já para negociar em concreto os termos do processo de reposição dos pontos da carreira de enfermagem que “na maioria das instituições não está a ser cumprido”.

Em 04 de maio, após uma reunião com os representantes desta classe profissional, o Ministério da Saúde anunciou que propôs aos sindicatos dos enfermeiros um protocolo negocial, no qual constava a reposição dos pontos perdidos aquando da entrada na nova carreira.

“O Ministério da Saúde propôs apresentar um protocolo negocial, calendarizado, que tem por âmbito central o tema da reposição de pontos, definido como prioritário para o ano em curso”, referiu na altura o gabinete da ministra Marta Temido em comunicado.

Já o Sindicato dos Enfermeiros (SE) adiantou que, no encontro que também manteve com a secretária de Estado, obteve a garantia que todas as medidas acordadas durante o processo negocial que vai decorrer terão aplicação retroativa até 2004.

“Foi-nos ainda garantido que nenhum enfermeiro sairá prejudicado por não ter sido avaliado”, adiantou o presidente do SE, Pedro Costa.

“Segundo a secretária de Estado da Saúde todas as medidas que estão a ser negociadas, e venham ainda a sê-lo no decurso do processo negocial, vão ter aplicação retroativa a 2004 e, como prometido em reunião anterior, serão para todos os enfermeiros, independentemente do vínculo”, adiantou o dirigente sindical.

De acordo com Pedro Costa, esta medida é “fundamental para eliminar as diferenças inaceitáveis que existem entre as duas modalidades de vinculação na Administração Pública”.

“Continuar a adiar a procura de soluções só irá ter como reflexo aquilo a que temos assistido nas últimas semanas, com sucessivas urgências obstétricas a serem encerradas por falta de profissionais de Saúde”, acrescentou o presidente do SE.

LUSA/HN

Urgências de Obstetrícia do Hospital Braga encerradas domingo e segunda-feira

Urgências de Obstetrícia do Hospital Braga encerradas domingo e segunda-feira

O Conselho de Administração do hospital justificou a medida pela “impossibilidade de se completarem as escalas de trabalho necessárias”.

Na nota enviada às redações, o hospital “reforça que se encontra a trabalhar de forma articulada com outros Hospitais da região, de forma a que a resposta aos utentes seja garantida pela rede de instituições do Serviço Nacional de Saúde.”

“Em caso de Urgência, solicitamos que os Utentes, por favor, contactem a Linha SNS 24 – 808 24 24 24 e que se dirijam a um dos outros Hospitais da Região, nomeadamente aqueles que têm apoio da especialidade de Ginecologia e Obstetrícia, entre os quais Guimarães, Famalicão e Viana. Em casos de maior complexidade, os Utentes devem dirigir-se ao Centro Hospitalar de São João”, lê-se ainda no comunicado.

Nos últimos dias várias unidades de saúde têm sido obrigadas a encerrar o serviço de urgências devido à falta de médicos.

PR/HN/Vaishaly Camões

Dose de reforço disponível em ‘casa aberta’ para maiores de 80 anos

Dose de reforço disponível em ‘casa aberta’ para maiores de 80 anos

“A modalidade casa aberta passou hoje [sexta-feira] a estar disponível para os cidadãos com 80 ou mais anos que cumpram os critérios de elegibilidade para receber a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19”, adiantou a DGS em comunicado.

Segundo a mesma fonte, até ao momento, já foram vacinadas com a segunda dose de reforço cerca de 380 mil pessoas acima dos 80 anos, assim como os residentes de estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI).

A administração deste novo reforço de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2, que se iniciou em 16 de maio, abrange os residentes dos lares de idosos e as pessoas com 80 ou mais anos, que até agora têm sido convocadas por agendamento local, através de mensagem SMS ou chamada telefónica, e por agendamento central.

De acordo com a DGS, a população elegível para receber a segunda dose deve ser vacinada com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2.

No início do mês, a DGS anunciou que a campanha de vacinação do próximo outono e inverno prevê a coadministração das vacinas contra a gripe e covid-19 em idosos com mais de 65 anos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e de unidades de cuidados continuados.

De acordo com o plano apresentado, estas campanhas iniciam-se em 05 de setembro em simultâneo e, na lógica da proteção dos mais vulneráveis, arrancarão com a vacinação pelos lares, rede de cuidados continuados e pessoas com 80 ou mais anos.

LUSA/HN

SIM alerta para “rotura completa” das urgências do Hospital de Portalegre

SIM alerta para “rotura completa” das urgências do Hospital de Portalegre

O sindicato denunciou hoje a degradação das condições de trabalho do Hospital de Portalegre, situação que aos olhos do SIM é cada vez mais evidente “com o aumento da contratação de médicos tarefeiros, diminuição da capacidade de fixação de médicos e contratação de novos médicos com contrato individual de trabalho por tempo indeterminado e pela cada vez maior revolta dos médicos que aí trabalham.”

O SIM revelou que na quinta-feira tomou conhecimento de uma carta enviada, ao Conselho de administração, pelos médicos especialistas em Medicina Interna, “onde demonstram a sua preocupação perante a precariedade das condições de trabalho acrescendo o risco de erro médico devido ao elevado número de doentes a seu cargo.”

Na carta, os médicos denunciaram a falta de condições e de segurança para a prestação dos cuidados de saúde.

O SIM alerta, que se esta “situação nefasta” continuar e se se mantiver “este ambiente corrosível” vivido neste serviço, poderá aumentar ainda mais a saída de médicos deste serviço, a continua incapacidade de fixação dos médicos internos formados nesse serviço, “o risco acrescido da perda de idoneidade, o que tornará ainda mais difícil a prestação de cuidados com níveis de segurança aceitáveis tanto para os médicos como para os doentes”.

PR/HN/Vaishaly Camões

Bloco de partos de Portimão encerrado no fim de semana

Bloco de partos de Portimão encerrado no fim de semana

Em declarações à Lusa, Ana Varges Gomes afirmou que o bloco de partos do Hospital de Portimão estará encerrado até às 08:00 de segunda-feira, devido à dificuldade em assegurar escalas de Pediatria, o que condiciona também o funcionamento da urgência de Ginecologia e Obstetrícia.

“Nós temos apenas cinco pediatras com capacidade para fazer urgência 24 horas e eu tenho que garantir quatro escalas de urgência de Pediatria. Com cinco pediatras que façam urgência 24 horas, isso é impossível”, referiu, acrescentando que o bloco de partos encerrou na sexta-feira ao final do dia.

Para assegurar a resposta às grávidas a partir das 22 semanas de gestação, ou que necessitem de cuidados especiais, foi montado um dispositivo em conjunto com a Proteção Civil, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

Assim, segundo a presidente do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), estarão disponíveis enfermeiras especialistas para acompanhar as grávidas da zona de Portimão para o hospital de Faro, no caso de ser necessário transferi-las de ambulância.

“Queremos garantir que tudo é feito em segurança. Já foi tudo tratado, já tinha sido tratado anteriormente, e foi ativado o nosso plano de contingência”, esclareceu a responsável.

Este é o segundo fecho do bloco de partos de Portimão no espaço de duas semanas, depois de as urgências de Ginecologia e Obstetrícia daquela unidade do CHUA terem estado encerradas durante quase uma semana, até à passada segunda-feira.

De acordo com Ana Varges Gomes, a causa do problema é sempre a mesma, ou seja, a dificuldade em assegurar escalas, que seriam garantidas com recurso a médicos contratados em prestação de serviços, os chamados tarefeiros. No entanto, estes não se apresentaram no hospital.

“Com os tarefeiros eu não tenho nenhuma forma legal de os obrigar a fazer aquilo com que eles se comprometem. Se eles faltarem, eu não tenho resposta”, notou, sublinhando que este é um problema cuja resolução “não está nas mãos” do hospital.

De acordo com a presidente do Conselho de Administração do CHUA, os médicos contratados que iriam ajudar a assegurar as escalas avisaram “em cima da hora” que não iriam aparecer e, como não são médicos do quadro, não têm de justificar faltas.

“Não têm que justificar faltas, não aprovam férias, vêm quando querem e, se à última da hora decidirem que não vêm, não vêm. E não há nada que se possa fazer. Depois, a partir daí, nós temos que resolver, que foi o que fizemos”, reiterou.

Nas últimas semanas têm-se sucedido os encerramentos das urgências de Ginecologia e Obstetrícia um pouco por todo o país, por dificuldades em assegurar escalas.

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou em 13 de junho a criação de um “plano de contingência” até setembro para fazer face ao problema que se vive no setor.

LUSA/HN