Medicina Geral e Familiar
Cristina Galvão: Médicos de família “têm tempo para fazer serviço de urgência”, “mas não há essa disponibilidade para as equipas de cuidados paliativos”

Cristina Galvão: Médicos de família “têm tempo para fazer serviço de urgência”, “mas não há essa disponibilidade para as equipas de cuidados paliativos”

Nem todos os doentes morrem com dignidade em Portugal: demasiados continuam a morrer nas urgências e não têm acesso a cuidados paliativos adequados e atempados; centenas de lares foram encerrados pela Segurança Social nos últimos anos; o trabalho burocrático prejudica a relação médico-doente. Por todo o país, as equipas de cuidados paliativos “estão a passar por uma fase complexa por terem médicos dos cuidados de saúde primários que querem trabalhar nas equipas mas a quem não é dada dispensa de parte do horário para fazer esse trabalho que aliviaria muito quer os centros de saúde quer os serviços de urgência”; nos lares, os trabalhadores pedem formação. O HealthNews conversou com a especialista Cristina Galvão sobre paliativos, sobretudo na Medicina Geral e Familiar, nas ERPI e na sua Equipa Beja+, para mostrar aos leitores do que se trata e o que se passa em Portugal, na perspetiva de quem está no terreno diariamente.

Paulo Santos: “Se a extensão das ULS  representar simplesmente uma restruturação do sistema de gestão estaremos a perder o tempo”

Os desafios da Medicina Geral e Familiar e a aposta do Governo no alargamento das Unidades Locais de Saúde foram os temas que marcaram a conversa entre o professor catedrático Jorge Polónia e o médico de família, Prof Paulo Santos. No âmbito da iniciativa do ciclo de conversas médicas, os especialistas destacaram a importância do investimento nos Cuidados de Saúde Primários e na Medicina Preventiva. 

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Relatório de saúde STADA 2024: sistemas de saúde na Europa precisam de reformas urgentes

Os sistemas de saúde europeus estão em crise e necessitam de uma reforma urgente, revela o Relatório de Saúde da STADA 2024. Este inquérito representativo, que envolveu cerca de 46.000 entrevistados em 23 países europeus, destaca que os sistemas de saúde não conseguem atender adequadamente às necessidades de muitos europeus, levando-os a assumir a responsabilidade pela sua própria saúde.

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