Alerta no Reino Unido devido a vestígios de polio nos esgotos

Alerta no Reino Unido devido a vestígios de polio nos esgotos

A Agência de Saúde e Segurança do Reino Unido (UKHSA) comunicou que o vírus foi detetado em amostras recolhidas entre fevereiro e junho na estação de esgotos de Beckton, que serve cerca de quatro milhões de pessoas no norte e leste da capital.

A deteção deste poliovírus “sugere que é provável que tenha havido alguma disseminação entre indivíduos com relações próximas no norte e leste de Londres”, diz a UKHSA, embora até agora não tenha identificado nenhum caso de pessoa infetada, tendo o vírus sido apenas encontrado nos esgotos.

Até agora era “normal” serem detetados um a três casos por ano, em especial devido a pessoas vacinadas no estrangeiro com vacinas de toma oral que são feitas com o vírus vivo que pode deixar vestígios nas fezes.

Porém, desta vez as mostras indicam a existência de um vírus que continuou a evoluir e que agora é classificado como um “poliovírus tipo 2 derivado de vacina”, que pode causar sintomas graves, como paralisia, em pessoas não vacinadas.

Segundo as autoridades, a maioria da população foi imunizada durante a infância da doença, mas existem algumas comunidades com baixo grau de vacinação, nas quais o risco de contágio é maior, pelo que urgem as pessoas a consultar os boletins e a atualizarem as vacinas.

Segundo a BBC, em Londres apenas 86% dos habitantes têm as três doses contra mais de 92% no resto do Reino Unido.

A agência de saúde acredita que o vírus pode ter chegado ao Reino Unido no início deste ano através de uma pessoa vacinada no estrangeiro, possivelmente no Afeganistão, Paquistão ou Nigéria e que essa pessoa possivelmente infetou outros indivíduos.

A UKHSA instou os médicos e profissionais de saúde a “investigar e relatar exaustivamente quaisquer casos suspeitos de paralisia flácida aguda” que não possam ser explicados por causas não infecciosas.

Apela também aos centros de saúde para verificarem se os pacientes receberam vacinas contra a poliomielite, bem como para colocar “especial ênfase” na imunização de “novos migrantes, requerentes de asilo e refugiados”.

A poliomielite é uma doença infeciosa sem cura que afeta sobretudo crianças com menos de cinco anos e que só pode ser prevenida com a vacina.

Nalguns casos, pode provocar paralisia de membros.

O vírus espalha-se facilmente quando uma pessoa infetada tosse ou espirra e também pode propagar-se através de alimentos ou água que estiveram em contacto com as fezes de alguém infetado.

O último caso de poliomielite no Reino Unido foi registado em 1984 e o vírus foi declarado erradicado em 2003 no país.

Apesar de ter sido eliminado na maior parte do mundo graças a um grande programa de vacinação, o poliovírus continua a existir sobretudo no Afeganistão e no Paquistão.

LUSA/HN

Reino Unido vai disponibilizar vacinas contra o vírus Monkeypox para gays e homens bissexuais

Reino Unido vai disponibilizar vacinas contra o vírus Monkeypox para gays e homens bissexuais

Os especialistas estão a considerar a vacinação em alguns homens com maior risco de exposição à infeção humana pelo vírus ‘Monkeypox’, referiu a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, em comunicado.

Esta agencia identificou como grupo de maior risco os homens que fazem sexo com outros homens e que têm múltiplos parceiros, participam em sexo em grupo ou frequentam locais onde o sexo ocorre nas instalações.

“Ao expandir a oferta de vacinas para aqueles em maior risco, esperamos quebrar as cadeias de transmissão e a ajudar a conter o surto”, salientou a responsável de imunização da agência britânica de segurança sanitária, Mary Ramsay.

No mês passado, um importante conselheiro da Organização Mundial da Saúde (OMS) realçou que o surto de ‘Monkeypox’ fora do continente africano deverá ter-se espalhado pela atividade sexual de homens em ‘raves’ em Espanha e Bélgica.

Anteriormente, as vacinas estavam disponíveis apenas para profissionais de saúde que cuidavam de pacientes infetados ou para empregados de limpeza que desinfetam áreas contaminadas pelo vírus.

A vacina foi originalmente desenvolvida para a varíola, uma doença relacionada, mas acredita-se que seja cerca de 85% eficaz contra a doença conhecida como a varíola dos macacos.

Até o momento, mais de 99% dos casos de ‘Monkeypox’ no Reino Unido ocorreram entre os homens, e a maioria deles ocorre em homens gays, bissexuais ou que fazem sexo com homens.

Os cientistas alertam que qualquer pessoa que esteja em contato físico próximo com alguém infetado com varíola ou com as suas roupas ou lençóis corre o risco de contrair a doença, independentemente da sua orientação sexual.

Atualmente, existem 793 casos de ‘Monkeypox’ no Reino Unido, entre mais de 2.100 casos em 42 países em todo o mundo. Não foi relatada nenhuma morte fora de África.

Portugal registou esta terça-feira mais sete novos casos de infeção humana por vírus ‘Monkeypox’, o que faz com o que o número total tenha aumentado para 304 pessoas infetadas, de acordo com dados da Direção-geral da Saúde (DGS).

Até ao mês passado, a ‘Monkeypox’ só tinha causado surtos consideráveis na África Central e Ocidental, sendo que o continente africando relatou até agora mais de 1.500 casos e 72 mortes suspeitas, numa epidemia separada.

As vacinas nunca foram usadas em África para controlar a varíola dos macacos.

Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, descreveu a disseminação contínua do ‘Monkeypox’ em países que nunca viram a doença como “incomum e preocupante”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus convocou uma reunião de especialistas para quinta-feira, para decidir se o surto em expansão deve ser declarado uma emergência global.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infetada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

LUSA/HN

Portugal ultrapassa hoje os 300 casos de Monkeypox

Portugal ultrapassa hoje os 300 casos de Monkeypox

Em comunicado, a DGS dá conta de que “a maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo”, apesar de haver também “registo de casos nas regiões Norte e Algarve”.

“Todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, refere a DGS, que salienta que os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

De acordo com a DGS, os casos identificados estão a ter acompanhamento clínico e encontram-se estáveis e a informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional.

“A DGS continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias”, refere ainda.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infetada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

LUSA/HN

Mais 21 casos registados faz aumentar para 297 pessoas infetadas com Monkeypox

Mais 21 casos registados faz aumentar para 297 pessoas infetadas com Monkeypox

Segundo a informação da Direção-geral da Saúde (DGS), foram confirmados mais 21 casos de infeção humana por vírus ‘Monkeypox’, elevando para 297 os casos registados, sendo que “todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.

“Os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA)”, acrescentou a DGS, referindo que há também casos registados nas regiões Norte e Algarve.

Refere também que os casos identificados estão sob acompanhamento clínico e estão estáveis e que a “informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional”.

“A DGS continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias”, diz ainda.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infetada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

LUSA/HN

OMC acorda suspender patentes antivírus e medidas para combater crise alimentar

OMC acorda suspender patentes antivírus e medidas para combater crise alimentar

Após cinco dias de árduas negociações, que forçaram a conferência a ser prolongada por mais de um dia e a cerimónia de encerramento a ser realizada esta madrugada, os 160 países membros chegaram a acordo sobre sete documentos, declarações e acordos.

“Terminámos mais tarde do que o esperado, mas com um pacote de decisões sem precedentes”, disse a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, que disse que os acordos “irão mudar a vida das pessoas em todo o mundo” e mostrar que a organização que lidera “é capaz de responder às emergências de hoje”.

“Há muito tempo que a OMC não alcançava tantos resultados multilaterais”, disse a política nigeriana na cerimónia de encerramento, onde sublinhou que os membros da OMC “mostraram ao mundo que se podem reunir apesar das diferenças políticas para enfrentar os problemas globais”.

O acordo para suspender as patentes de vacinas contra o HIV (vírus da imunodeficiência humana), que está em discussão há 20 meses desde que foi proposto pela Índia e pela África do Sul, também “tornará o acesso a fornecimentos e componentes médicos mais previsível nesta e em futuras pandemias”, explicou.

O compromisso para eliminar os subsídios globais à pesca, que os membros da OMC negociam há 21 anos, “é o primeiro acordo da OMC em que a sustentabilidade ambiental é central”, disse ela.

O acordo, salientou, proíbe subsídios para apoiar a pesca ilegal e a pesca em zonas de sobrepesca, ao mesmo tempo que dá os primeiros passos para acabar com os subsídios às frotas de sobrecapacidade.

Em matéria alimentar, a declaração final compromete os membros da OMC a “tomar medidas para tornar a produção agrícola e o comércio mais previsíveis e os preços menos voláteis”, embora as medidas concretas para o conseguir terão ainda de ser definidas em futuras reuniões da OMC.

Um resultado concreto sobre a agricultura é que, após três anos de negociações, os países da OMC comprometeram-se a eliminar as restrições à aquisição de ajuda alimentar humanitária pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU.

A 12.ª Conferência Ministerial também concordou em alargar a moratória de isenção de direitos aduaneiros sobre o comércio eletrónico global, apesar da oposição inicial de países como a Índia e a África do Sul, que denunciaram o impacto negativo nos pequenos comerciantes.

A moratória é prorrogada até à próxima Conferência Ministerial da OMC, em princípio prevista para dezembro do próximo ano, para a qual os Camarões e os Emirados Árabes Unidos se ofereceram para organizar.

LUSA/HN