Vacina deve ser considerada “bem público mundial”

4 de Junho 2020

Uma futura vacina contra a covid-19 deve ser considerada um "bem público mundial", defendeu hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante a abertura de uma cimeira global que pretende angariar cerca de sete mil milhões de euros.

“À medida que trabalhamos juntos para encontrar uma [vacina], há uma lição importante para perceber: uma vacina sozinha não é suficiente. Precisamos de solidariedade mundial para assegurar que todas as pessoas em qualquer lado tenham acesso. Uma vacina contra a covid-19 deve ser vista como um bem público mundial”, afirmou.

O português falava na abertura da Cimeira Global da Aliança das Vacinas (GAVI), que tem como pano de fundo a pandemia de covid-19, e que pretende angariar 7,4 mil milhões de dólares (6,74 milhões de euros) para imunizar 300 milhões de crianças em cinco anos.

Importantes para evitar doenças como o sarampo, poliomielite, difteria, rubéola ou tétano e salvar dezenas de milhões de pessoas anualmente, as vacinas são “a intervenção mais importante em termos de saúde pública da história”, vincou.

O Reino Unido é o país anfitrião desta cimeira em modo virtual, que garantiu a participação de representantes de mais de 50 países, do setor privado e de organizações da sociedade civil, com destaque para o filantropo Bill Gates.

“Espero que esta cimeira seja o momento em que o mundo se junta para unir a humanidade na luta contra as doenças. Peço que se juntem a nós para fortalecer esta aliança que salva vidas e lançar uma nova era de cooperação global na saúde, que acredito ser agora a missão comum mais essencial das nossas vidas”, disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

O Reino Unido já prometeu com 330 milhões de libras (371 milhões de euros) e promete contribuir 1,65 mil milhões de libras (1,85 mil milhões de euros) nos próximos cinco anos.

O país é também um dos que mais tem investido no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus, com vários projetos em testes clínicos.

O Reino Unido é atualmente o país com o segundo maior número de mortes resultantes da pandemia covid-19 a nível mundial, atrás do EUA, durante a pandemia, tendo registado até quarta-feira 39.728 óbitos.

LUSA/HN

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