Oftalmologista português desenvolve programa para otimizar cirurgia de catarata

Um oftalmologista especialista do corpo clínico da Unidade de Oftalmologia de Coimbra (UOC) desenvolveu uma plataforma online clínica destinada a oftalmologistas, e que permite monitorizar e otimizar os resultados refrativos na cirurgia da catarata chamada IOLzero.

Com esta nova ferramenta, os cirurgiões podem analisar de forma constante os seus resultados e introduzir fatores de correção para as cirurgias seguintes.

A ideia de construção do IOLzero colocou-se a Miguel Raimundo em consequência das suas próprias necessidades enquanto cirurgião oftalmologista. O software está na fase final de desenvolvimento, mas está disponível desde maio uma versão experimental (aqui) com praticamente todas as funcionalidades operacionais.

A maioria do desenvolvimento foi feito durante o período de confinamento, mas o criador está convicto de que a plataforma estará madura o suficiente para se considerar estável em janeiro próximo.

O principal foco da aplicação é a cirurgia de catarata, no qual afirma otimizar os recursos. A plataforma permite a monitorização e otimização de resultados refrativos na cirurgia da catarata com recurso a técnicas de data science e algoritmos de otimização próprios. Trata-se de um processo de melhoria contínuo, que incorpora permanentemente o feedback e correções dos cirurgiões.

A catarata corresponde à opacificação gradual da lente natural do olho, o cristalino. Surge na maioria dos casos com o envelhecimento, embora outros fatores possam contribuir para o seu aparecimento, nomeadamente traumatismos, fármacos e doenças oculares ou sistémicas.

Este tipo de cirurgia é um procedimento relativamente comum, rápido e indolor em que a catarata (cristalino opacificado) é substituída por uma lente intraocular que restaura a transparência dos meios oculares. Ao mesmo tempo permite corrigir erros refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia) através da personalização da lente intraocular consoante as necessidades de cada pessoa.

PR/HN/João Marques

 

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