Vacinas e reanimação da economia na mensagem de Ano Novo de António Costa

1 de Janeiro 2021

Completar o plano de vacinação anti-covid-19 e "reanimar a economia" são duas das prioridades traçadas hoje pelo primeiro-ministro numa mensagem de Ano Novo em que pede aos portugueses que prossigam uma "mobilização extraordinária".

Numa mensagem de Ano Novo publicada hoje no Jornal de Notícias, António Costa afirma que “a prioridade das prioridades” é a vacinação contra a covid-19, para alcançar “a ansiada imunidade de grupo”, embora o processo se estenda até “ao final do primeiro trimestre de 2022”.

“Se as vacinas que estão em desenvolvimento tiverem sucesso, se as que já estão em aprovação forem aprovadas, se nenhum percalço ocorrer com a produção da vacina que já está a ser administrada, tudo continuará a correr como o previsto e no final do verão é possível que alcancemos a ansiada imunidade de grupo”, lê-se na mensagem.

No dia em que Portugal inicia a presidência rotativa da União Europeia, o primeiro-ministro recorda que um dos objetivos é assegurar o arranque do Programa de Recuperação e Resiliência, e os respetivos planos nacionais, incluindo o de Portugal.

“O nosso plano responde à urgência de reanimar a economia, mas não esquece nem sacrifica os grandes desafios estratégicos que enfrentamos. (…) É um plano para oportunidades únicas”, até porque “a crise provocada por esta pandemia gerou situações dramáticas de pobreza e desigualdade”, alertou António Costa.

A recuperação económica, explica o chefe de Governo, implicará “um pacote robusto e transversal de apoios às empresas”.

“Somamos, entre março e dezembro, mais de 21 mil milhões de euros de apoios à economia e ao emprego. Em 2021, prorrogamos o Apoio à Retoma Progressiva, alargamos e flexibilizamos o Programa Apoiar, que permite cobrir parte dos custos fixos das empresas mais afetadas pela crise, e lançamos novos mecanismos de apoio às rendas comerciais”, afirmou.

Na mensagem de Ano Novo, António Costa fala em “hercúlea tarefa”.

“Por isso, a mobilização extraordinária dos portugueses tem de prosseguir, agora orientada para a reconstrução. Este é um momento de viragem, que será determinante para Portugal”, apelou.

LUSA/HN

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