Marisa Matias critica Governo por insistir no mesmo erro sobre meios de saúde e apoios

19 de Janeiro 2021

A candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, considerou esta terça-feira que o Governo voltou "a insistir no mesmo erro" de não requisitar todos os meios para o SNS nem de acompanhar as novas medidas de confinamento dos apoios necessários.

Na primeira ação do décimo dia oficial de campanha para as eleições presidenciais de domingo, uma visita a um restaurante em Setúbal para alertar para as dificuldades do setor, Marisa Matias foi questionada sobre as novas medidas de confinamento anunciadas na segunda-feira pelo primeiro-ministro socialista, António Costa.

“As medidas foram anunciadas e eu creio que voltamos a insistir ao mesmo erro, desde o início. Quando o país esperava uma comunicação que desse sinal para a requisição do setor privado e social da saúde para ajudar o Serviço Nacional de Saúde a responder a esta pandemia, não tivemos esse anúncio”, criticou.

Outro dos erros do Governo, na perspetiva da recandidata bloquista foi que, “quando o país esperava, mais uma vez que, junto com as medidas e com as restrições viessem apoios”, isso não aconteceu.

“Nós temos que seguir as recomendações das autoridades de saúde, dos especialistas, temos que tentar travar este crescimento de casos e que está a pôr o nosso país e o SNS numa pressão enorme e por isso as atividades que têm de fechar devem ser acompanhadas dos apoios que lhes permitam sobreviver, as atividades que precisam de se manter abertas têm de ser acompanhadas de medidas muito mais rigorosas a nível de rastreio, de testagem e de garantia de que são feitas com total segurança e com total proteção sanitária”, insistiu.

Questionada sobre a eficácia da comunicação do Governo destas medidas, Marisa Matias foi perentória: “acho que não serei a primeira pessoa a dizer que há problemas de comunicação do Governo em relação às medidas que têm que ser tomadas, em relação às restrições e em relação aos apoios”.

“Há ausências na comunicação e as ausências são as mesmas de sempre. nunca as restrições são acompanhadas dos apoios e há obviamente falhas de comunicação e isso só se resolve indo melhorando a comunicação para além daquilo que tem sido feito”, apontou.

LUSA/HN

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