Catarina Almeida
Country Manager Pantest

Pandemia de covid-19: a Saúde Pública como primado do bem comum

29/01/2021 | Opinião | 0 comments

Os testes rápidos são ensaios imunocromatográficos que não exigem equipamentos de laboratório e podem ser realizados em qualquer lugar. Os rápidos resultados permitem que as pessoas saibam se estão, ou estiveram, infectadas com alguma doença e quais as medidas a tomar para o seu tratamento ou contenção.

Os primeiros ensaios imunocromatograficos surgiram no final dos anos 60, tendo-se popularizado e chegado ao grande público nos anos 80 com os testes de gravidez de farmácias. Desde então estes testes são amplamente usados como meios de diagnóstico, sendo bastantes vezes o método preferencial da OMS para testagem em larga escala e de uma forma bastante económica e com elevada fiabilidade.

Todavia, em Portugal estes testes e a sua utilidade apenas começaram a ser amplamente conhecidos a partir do início da Pandemia do SARS-COV2.

As críticas que muitas vezes são apontadas aos testes rápidos, nomeadamente baixa sensibilidade), são – em grande medida – totalmente erradas, embora possam haver excepções. De facto, a procura de testes rápidos com preços baixos , motivado por limitações orçamentais das instituições que os compram, quer por ânsia de obtenção de lucro de quem os fabrica, são muitas vezes testes de fraca qualidade e responsáveis por criar estas críticas negativas. Embora esteticamente os testes pareçam todos iguais, na verdade são muito diferentes. Quando os testes são muito baratos isso deve-se à utilização de material de baixa qualidade, seja as membranas, papel de feltro ou até os reagentes e respectivas diluições, o que terá implicações directas na performance e nos resultados dos mesmos

Os testes rápidos, quando são produzidos com elevados padrões de qualidade, são tão fiáveis como quaisquer outros meios de diagnóstico.

No caso do diagnóstico do SARS-COV2 têm vindo a ser utilizados preferencialmente os testes de PCR. Contudo, os testes de PCR foram desenvolvidos  para ser realizados em contexto laboratorial e não de forma massiva, como tem vindo a ser feito. Por outro lado, os testes de PCR são testes extremamente complexos que exigem um grau de rigor e exigência metodológica dificilmente compatível com uma situação como a que vivemos atualmente.

Por outro lado, os testes de PCR podem conduzir a resultados incorretos, seja por falsos negativos, seja por falsos positivos.

Os falsos negativos habitualmente acontecem por vários motivos, seja ele por erro humano, recolha insuficiente de amostra, ou deterioração da amostra (seja pelo tempo entre a recolha e o seu processamento, seja pelo próprio transporte da mesma). Por outro lado, os resultados falsos positivos resultam habitualmente de erro humano ou contaminação da amostra.

Já nos casos dos testes rápidos, os falsos resultados (sejam positivos sejam negativos) estão diretamente relacionados com várias situações. No caso dos falsos negativos salientamos 3 pontos: recolha insuficiente de amostra; 2) baixa sensibilidade do teste ou  baixa carga vírica insuficiente para testar positivo.

Apesar dos testes serem qualitativos, pode dizer-se que são semi-quantitativos porque apenas dão positivo a partir de determinados níveis de concentração de antigénios ou anticorpos. Até lá são considerados testes negativos.

Os falsos positivos em testes rápidos são extremamente raros, mas acontecem e quando acontecem terão que se rever procedimentos. Isto porque habitualmente estes acontecem porque há uma contaminação da amostra ou reacções cruzadas.

No caso de contaminação da amostra: o profissional de saúde que executa os testes (particularmente quando o faz de uma forma massiva) tem que ter o cuidado de desinfetar após cada testagem o local, bem como trocar o equipamento de protecção que em contacto com a amostra, nomeadamente as luvas.

Já quando falamos em reações cruzadas distinguimos aqui o bom teste de um mau teste. Os bons laboratórios fazem sempre testes de reação cruzada e de verificação de substâncias interferentes, para perceberem se há fatores exógenos (como uma doença ou um medicamento) que possam interferir no resultado do teste.

Não obstante os testes rápidos não serem 100% fiáveis (como nenhum método é), são testes cuja utilidade é inegável, e destacamos 3 factores: baixo custo, facilitação de manuseamento e não requerer equipamento laboratorial.

É fundamental que exista sempre uma boa anamnese para um correto diagnóstico.

A Pantest é o primeiro laboratório português licenciado pelo INFARMED para o fabrico de Testes Rápidos por imunocromatografia. Desde a sua criação em 2014, a empresa está  fortemente empenhada em proporcionar meios de diagnóstico modernos, rápidos e com a máxima credibilidade.

 

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