UE quer rever regras de livre circulação devido a certificado

25 de Maio 2021

Os líderes da UE concordaram esta terça-feira em rever em junho as regras para as viagens dentro do bloco, com vista a facilitar as deslocações, após a entrada em vigor do certificado digital covid-19, que deverá acontecer “rapidamente”.

De acordo com o documento das conclusões da cimeira extraordinária europeia, que se reuniu desde segunda-feira em Bruxelas, “o Conselho saúda o acordo alcançado sobre o certificado digital covid-19 da UE e apela à sua rápida execução”.

O próximo passo, defendem os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), é o de rever “em meados de junho as recomendações do Conselho para as viagens” entre Estados-membros.

Os líderes dos 27 reconhecem que a situação da pandemia na UE está gradualmente a melhorar, nomeadamente devido à campanha de vacinação.

Ainda neste campo, comprometem-se a acelerar a partilha de vacinas com países terceiros, tendo como meta chegar às 100 milhões de doses até final do ano, bem como a de apoiar a capacidade de produção local.

O segundo dia de trabalhos, hoje, foi dedicado à coordenação europeia no combate à pandemia da Covid-19 – um tema “obrigatório” há já mais de um ano – e ao combate às alterações climáticas.

Relativamente à Covid-19, a discussão tem lugar poucos dias após a presidência portuguesa do Conselho da UE ter alcançado um acordo político provisório com o Parlamento Europeu sobre o “certificado digital covid-19 da UE”, com os líderes a focarem-se sobretudo na utilização deste livre-trânsito criado com vista a facilitar a livre circulação na União a tempo de salvar a época turística de verão e promover a recuperação económica.

A UE mantém-se ainda vigilante no que respeita às mutações do vírus e pronta para agir, se necessário.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.465.398 mortos no mundo, resultantes de mais de 166,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

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