Dezenas de milhares de pessoas manifestam-se contra extrema-direita em Itália

17 de Outubro 2021

Dezenas de milhares de italianos manifestaram-se ontem em Roma contra a extrema-direita, após os violentos protestos contra o passaporte sanitário, atribuídos a neofascistas.

Os manifestantes ergueram cartazes dizendo “Fascismo, nunca mais”, na Praça San Giovanni – um lugar historicamente associado à esquerda –, e exigiram a proibição do grupo neofascista Forza Nuova (FN).

Os organizadores da manifestação de hoje falam em mais de 200 mil pessoas, que terão sido mobilizadas em 800 camionetas e 10 comboios.

Líderes do FN contavam-se entre os detidos após o ataque à sede do sindicato CGIL, a principal confederação sindical do país, que ocorreu durante a manifestação contra o passaporte sanitário, em 09 de outubro.

“Esta não é apenas uma resposta contra o fascismo. Esta praça simboliza todos aqueles em Itália que querem mudar o país e fechar a porta à violência política”, explicou o secretário-geral do sindicato CGIL, Maurizio Landini, referindo-se ao local da manifestação de hoje.

No passado dia 9, várias centenas de pessoas reuniram-se para protestar contra o passaporte sanitário imposto pelo Governo, no âmbito da luta contra a pandemia de Covid-19, provocando estragos, em particular no edifício sede da CGIL

Desde então, multiplicaram-se os apelos em Itália para banir o FN.

“Os grupos neofascistas devem ser banidos. Mas primeiro precisamos de educação antifascista nas escolas”, disse a estudante Margherita Sardi, uma das manifestantes que hoje marchou nas ruas de Roma.

O Partido Democrata (centro-esquerda), que tem liderado os pedidos para banir o FN, disse que a sua petição para que o parlamento se pronunciasse sobre esta matéria já tinha recolhido 100 mil assinaturas.

LUSA/HN

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