Incidência acumulada na Alemanha ultrapassa barreira de 1.400 infeções

6 de Fevereiro 2022

A incidência acumulada a sete dias de Covid-19 na Alemanha superou este domingo, pela primeira vez, a barreira de 1.400 infeções por 100 mil habitantes, de acordo com dados atualizados do Instituto de Virologia Robert Kocht (RKI).

O número de contágios por Covid-19 verificados na Alemanha nas últimas 24 horas é de 1.400,8 de novas infeções por 100 mil pessoas, contra os 1.388 casos registados no sábado e os 1.156,8 contabilizados na semana passada.

Nas últimas 24 horas, os serviços de saúde locais detetaram 133.174 infeções, abaixo do pico registado na sexta-feira, com 248.838 novos casos, embora os especialistas admitam que os dados não refletem o número real de infeções.

A Alemanha registou, nas últimas 24 horas, 41 óbitos por Covid-19, quando, há uma semana, ocorreram 59.

O Ministério da Saúde alemão e o RKI esperam que o pico desta onda de contágios associada à variante Ómicron ocorra em meados de fevereiro, quando preveem que poderá haver “centenas de milhares de infeções todos os dias”.

O vice-chanceler e ministro da Economia alemão, Robert Habeck, mostrou-se hoje contra o levantamento muito rápido de restrições, considerando que o mesmo deve ser feito “no momento certo”.

Robert Habeck disse que a Alemanha precisa “de uma perspetiva de abertura”, embora, na sua opinião, seja necessário ter em mente que o país ainda não quebrou “a onda” de contágios associada à variante Ómicron.

“Comparativamente, na Alemanha, temos uma taxa de vacinação relativamente baixa entre a população mais velha”, disse o ministro, admitindo que “há razões para ser cautelosamente esperançoso”.

De acordo com os últimos dados, 74,4% da população tem o calendário completo de vacinação e 54,2% recebeu a dose de reforço.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.710.711 de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante do mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

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