Plataforma da DGS e de ‘startup’ portuguesa visa aumentar autonomia de cidadãos

6 de Abril 2022

A ‘startup’ UpHill e a Direção-Geral de Saúde (DGS) criaram uma plataforma interativa que, intitulada “Covid-19: e agora?”, pretende auxiliar os cidadãos a identificarem os “sinais de alarme” do vírus SARS-CoV-2 e “aumentarem a autonomia” da sua decisão.

Em declarações à agência Lusa, David Rodrigues, médico e vice-presidente do departamento médico da ‘startup’ fundada em 2015, revelou esta quarta-feira que a plataforma surgiu da necessidade de “modernizar e dinamizar as normas publicadas pela DGS”, nem sempre “percetíveis” para os cidadãos.

Do mesmo modo, a plataforma veio colmatar a necessidade de “aumentar a autonomia da decisão do doente” ao facultar a informação necessária sobre o coronavírus e ajudar os doentes a “lidarem” com os sintomas provocados pela Covid-19.

“Essencialmente, o objetivo é dar informação adequada e estimular uma autogestão dos doentes”, disse David Rodrigues, acrescentando que plataforma evidencia que “o doente é a chave na gestão da saúde”.

“Dar o conhecimento de forma fácil, simples e válida aos doentes de forma que eles resolvam autonomamente as suas doenças é fundamental. Do ponto de vista do doente dá-lhe a gestão dos seus sintomas, doenças e a confiança. A maior parte das pessoas que recorrem às urgências não tem confiança que as coisas vão correr bem. É o medo, a ansiedade e angústia”, salientou o clínico.

Lançada em janeiro, a plataforma “Covid-19: e agora?” disponibiliza informação sobre os sintomas, contactos de risco, testagem, isolamento e vacinação, tendo já registado cerca de 500 mil acessos.

“A DGS reconheceu, de facto, o valor da plataforma e que esta ia ao encontro das normas”, disse.

A ferramenta, entretanto atualizada, incorpora agora uma nova secção, intitulada “Covid-19: e depois?”, que visa facultar informação sobre a gestão dos sintomas a longo prazo.

Na plataforma, que pode ser consultada através de um telemóvel ou computador, os utilizadores encontram recomendações sobre os cuidados que devem ter após a infeção, os sintomas aos quais devem estar atentos e o que fazer se alguns dos “sinais de alarme” se verificar.

Como retomar a atividade física e que exercícios são úteis para o controlo da respiração são também outras das dicas que a plataforma faculta.

“A DGS reagiu de forma a dar resposta às queixas dos doentes que, além da fase aguda da doença, ficam com sintomas”, esclareceu o médico, acrescentando que os utilizadores procuram, sobretudo, compreender se a presença de sintomas é “normal ou não”.

A plataforma, disponível Aqui, é gratuita e não tem restrições.

LUSA/HN

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