De acordo com publicações nas redes sociais, estavam hoje a ser abatidas palmeiras na Avenida D. Carlos I e, questionada pela Lusa, fonte oficial da Câmara do Porto remeteu para uma informação oficial no ‘site’ da autarquia, dando conta do abate das árvores.
Na nota informativa, a autarquia refere que a intervenção está relacionada com “trabalhos de controlo do escaravelho-vermelho da palmeira, ‘Rhynchophorus ferrugineus'”, que atacam as árvores.
Os ataques levaram “ao abate de sete (7) palmeiras-das-canárias, por se encontrarem já algum tempo em estado de senescência sem hipótese de recuperação”.
De acordo com a autarquia, “ataques severos da referida praga nos últimos anos destruíram por completo o único meristema apical de várias palmeiras da espécie ‘Phoenix canariensis’, muito procurada por questões de palatabilidade do palmito”.
A “necessidade de intervenção ao nível do abate” acontece “no seguimento do Processo de monitorização do estado fitossanitário e biomecânico do património arbóreo municipal”, refere.
A intervenção estava prevista para o período entre a quarta-feira e hoje, referindo o município que “tem desenvolvido múltiplas ações no âmbito da proteção e valorização do património arbóreo público municipal”.
Em fevereiro, a Câmara do Porto lançou um concurso público para a aquisição de 12 palmeiras para substituir as que sucumbiram devido ao escaravelho-vermelho no jardim do Passeio Alegre, Avenida Dom Carlos I e Praça dos Leões.
Em resposta à agência Lusa, o município esclareceu que o concurso destina-se “à substituição dos exemplares que sucumbiram e não recuperaram dos sucessivos ataques da praga do escaravelho-vermelho”.
“A espécie de palmeira das canárias é muito suscetível ao ataque do escaravelho-vermelho, que ataca por questões de palatabilidade o único meristema apical que detém, pelo que se torna necessário a sua manutenção e controlo da praga”, salienta.
Com um preço base de cerca de 63 mil euros, o concurso visou a aquisição de 11 palmeiras com quatro ou mais metros de altura e uma com cinco ou mais metros.
Estas palmeiras irão substituir os exemplares que sucumbiram na Praça dos Leões, mas também no jardim do Passeio Alegre e na Avenida Dom Carlos I, onde o alinhamento de palmeiras junto ao rio Douro é classificado de interesse público.
À Lusa, a Câmara do Porto adiantou que, desde 2020, tem vindo a acompanhar o estado fitossanitário e proceder ao tratamento biológico de 130 palmeiras distribuídas pela cidade.
Desde então foram efetuadas mais de 8.000 intervenções.
Em 2023, a Câmara do Porto realizou 1.599 intervenções nas palmeiras da cidade, numero inferior a 2022 devido à aplicação de um novo tratamento biológico.
A verificar-se o sucesso deste método de combate ao escaravelho-vermelho, o número de intervenções poderia ser reduzido para “cerca de 400 por ano”, avançou na altura o município à Lusa.
Em 2022 foram realizadas 2.535 intervenções e em 2021 e 2020, 1.869.
NR/HN/Lusa
0 Comments