Aeroportos dos Estados Unidos representam dois terços dos voos cancelados no mundo

4 de Janeiro 2022

A combinação do temporal de vento e neve com a expansão da pandemia de Covid-19 continua a atingir a aviação mundial, especialmente os aeroportos dos Estados Unidos, que registaram na segunda-feira dois terços dos cancelamentos de voos no mundo.

De acordo com a agência Efe, dos 4.347 voos cancelados a nível mundial pelas 19 horas de Lisboa, 2.790 tiveram como origem ou destino aeroportos dos Estados Unidos, destacando-se o aeroporto Ronald Reagan, na capital Washington – hoje atingido por uma tempestade de neve – onde 81% das partidas e 71% das chegadas foram anuladas.

Na contabilização seguem-se o aeroporto de Baltimore (Maryland), o aeroporto de La Guardia (Nova Iorque), o de Denver (Colorado) e o Dulles, também em Washington, de acordo com o portal especializado Flight Aware, citado pela agência Efe.

Durante o fim de semana, já tinham sido registados 5.400 cancelamentos nos aeroportos dos Estados Unidos.

Já na semana passada, os aeroportos mais afetados eram os asiáticos, tanto na China como na Indonésia, sendo os voos internos chineses os mais afetados por cancelamentos mais diretamente ligados à propagação do coronavírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.

Ainda assim, desde meados da semana passada, quando se iniciou o temporal que assolou a costa noroeste dos Estados Unidos, e que se deslocou para nordeste, a onda de cancelamentos já não tem a Ásia como protagonista.

Atualmente, das dez companhias aéreas mais afetadas por todos os cancelamentos, apenas uma é asiática (China Eastern), e todas as outras são dos Estados Unidos, entre as quais as maiores (American, United e Delta), e companhias regionais ou de baixo custo.

A Delta já leva cinco dias a emitir alertas e avisos de que o mau tempo em várias regiões do país está a perturbar o tráfego dos seus aviões, oferecendo aos passageiros a troca dos seus bilhetes sem encargos até sexta-feira.

Já a United ofereceu aos pilotos a triplicação do seu salário durante boa parte do mês de janeiro, de forma a minimizar os cancelamentos, uma medida copiada por companhias regionais como a Alaska Airlines ou a Spirit.

Apesar de todas as perturbações, as ações das companhias aéreas registaram subidas substanciais esta manhã na bolsa de Nova Iorque, perante as perspetivas de uma recuperação do turismo e do tráfego aéreo, quando for superada a atual onda de Covid-19.

LUSA/HN

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