Especialistas alertam que enfarte agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte

Especialistas alertam que enfarte agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte

A Campanha Cada Segundo Conta tem como objetivo sensibilizar as pessoas para a importância de atuar após reconhecimento dos sintomas de enfarte agudo do miocárdio.

De acordo com a APIC, todos os anos mais de doze mil portugueses sofrem um enfarte agudo do miocárdio. O responsável da associação Eduardo Infante de Oliveira, sublinha, que após o início dos sintomas “é primordial que o tratamento ocorra o mais rapidamente possível”.

“Acreditamos que reduzir o risco de mortalidade, a reincidência de enfarte e as complicações associadas, é uma responsabilidade dos profissionais de saúde e de uma população bem informada. É nesse sentido que surge esta ação nacional de consciencialização”, refere.

Relativamente aos sintomas mais comuns, João Brum Silveira, Coordenador Nacional da iniciativa Stent Save a Life e da Campanha Cada Segundo Conta, salienta “a dor no peito, por vezes com irradiação para o braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade”.

O responsável alerta que “na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 – e esperar pela ambulância. A pessoa deve evitar tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios”.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes.

Os especialistas avisam: para evitar um enfarte é importante adotar um estilo de vida saudáve (não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; praticar exercício físico; vigiar o peso e evitar o stress).

A iniciativa surfe no âmbito do Dia Nacional do Doente Coronário que se assinala a 14 de fevereiro.

PR/HN/VC

Bayer reforça o seu compromisso no combate à doença oncológica

Bayer reforça o seu compromisso no combate à doença oncológica

Em comunicado, a companhia reconhece que o “o cancro não é apenas uma doença, mas tem muitas manifestações diferentes”, dependendo de pessoa para pessoa.

A Bayer garantiu que está a trabalhar e a investir no desenvolvimento de terapêuticas para “responder a necessidades adicionais não atendidas no cancro, incluindo radiofármacos direcionados, terapias-alvo, imuno-oncologia de nova geração, terapia celular oncológica, bem como abordagens de oncologia de precisão.”

Segundo a farmacêutica, “a Imuno-oncologia trouxe uma grande mudança à forma como a Bayer aborda o tratamento do cancro. Os cientistas da Bayer estão a desenvolver novas formas de reativar as defesas imunitárias do organismo contra as células cancerígenas e estão empenhados em alargar os benefícios a mais doentes”.

“Cada pessoa é única; cada tumor é distinto. E é por isso que impulsionamos a investigação inovadora através de uma vasta gama de alvos e modalidades de tratamento do cancro. Para nos ajudar a continuar a realizar todo o potencial da ciência e da tecnologia, reunimos os principais investigadores mundiais para libertar o poder da colaboração numa rede global”, refere na nota Marco Dietrich, diretor-geral da Bayer em Portugal.

“ Estamos empenhados em encontrar os objetivos de amanhã – fazer uma diferença duradoura no mundo da investigação do cancro. E com novas capacidades, estamos a procurar soluções para doenças que se pensava não terem tratamento durante anos”, acrescenta.

Em Portugal, o cancro é a segunda causa de morte.

PR/HN/VC

LPCC e associação alertam para importância da prevenção de doenças infeciosas nos doentes oncológicos

LPCC e associação alertam para importância da prevenção de doenças infeciosas nos doentes oncológicos

As duas organizações alertaram para o impacto que as doenças infecciosas têm na saúde dos doentes com cancro, defendendo, por isso, a importância da vacinação.

Numa nota hoje divulgada, a LPCC refere que estes doentes estão mais suscetíveis a diversas infeções que podem causar o adiamento de tratamentos ou cirurgias, com possível impacto no prognóstico da doença oncológica, e com risco de sequelas graves ou mesmo fatais.

No caso da Covid-19, o risco de morte neste grupo de doentes “pode ser até quatro vezes superior à da população geral”.

“As pessoas devem questionar e pedir sempre informação à equipa clínica que as acompanha, médico e/ou enfermeiro, de forma a decidir que vacinas realizar e quando, adaptando o plano vacinal a cada situação particular e minimizando possíveis riscos associados”, alerta Cristina Coelho, sócia fundadora da Careca Power, uma associação que tem como missão apoiar todos aqueles que tiveram diagnóstico de cancro, bem como as suas famílias e amigos, promovendo o sorriso, a esperança e a força nesta fase da vida.

Em vésperas de mais um Dia Mundial do Cancro, Cristina Coelho, também ela em tratamentos devido a um cancro do pulmão, dá o seu testemunho e faz um apelo público à vacinação, que, não sendo a cura por si só, pode fazer toda a diferença na evolução da doença.

“É importante deixar uma mensagem de esperança e de força e frisar que a vacinação é uma forma de prevenção”, explica.

A infeção, principalmente quando é grave, com necessidade de internamento ou outras complicações associadas, pode atrasar ciclos de quimioterapia ou até mesmo cirurgias. “Um atraso de um mês no tratamento em muitos tipos de cancro pode traduzir-se num aumento do risco de morte entre 6% a 13%”, reforça, por outro lado, Andreia Capela, presidente da Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) e médica oncologista no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia – Espinho.

A campanha de sensibilização para a vacinação no doente oncológico, à qual se associa a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Associação Careca Power, vai prolongar-se até à Semana Mundial da Vacinação, que se assinala todos os anos em abril.

PR/HN/VC

Avanços científicos no tratamento da doença valvular cardíaca em debate na Figueira da Foz

Avanços científicos no tratamento da doença valvular cardíaca em debate na Figueira da Foz

O encontro tem como principal objetivo promover a atualização e partilha de conhecimentos científicos na área da intervenção valvular e debater os avanços no tratamento percutâneo da doença valvular cardíaca.

“Um novo ano, requer novos desafios. Esta reunião pretende discutir o estado da arte da intervenção valvular percutânea, e promover uma troca de experiências entre profissionais de saúde envolvidos no tratamento da doença valvular cardíaca”, destaca Joana Delgado Silva, presidente da iniciativa e vogal da Assembleia Geral da APIC.

A responsável garante que nos dias 16 e 17, os participantes irão assistir a um programa científico focado no “diagnóstico e aperfeiçoamento técnico, para que assim se possa melhorar a decisão e abordagem do doente com doença valvular cardíaca”.

“Os painéis de discussão irão ser multidisciplinares e integrados por especialistas de renome nacionais e internacionais das várias áreas da cardiologia ligadas ao diagnóstico e tratamento percutâneo da doença valvular. Acreditamos que vai continuar a ser um momento com oportunidades de aprendizagem únicas”, acrescenta.

O evento é dirigido a profissionais de saúde, estudantes da área da saúde e pessoas com interesse nas temáticas da intervenção estrutural valvular.

PR/HN/VC

O Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) realizou a sua primeira cirurgia robótica.

O Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) realizou a sua primeira cirurgia robótica.

Em plena utilização, estima-se que este equipamento permita a realização de 846 cirurgias por ano.

A implementação da cirurgia robótica permitirá ao CHUSJ um significativo avanço na modernização da sua atividade cirúrgica, assumir-se como um centro de referência na formação de novos cirurgiões e minimizar o risco de erro associado a qualquer intervenção cirúrgica pela uniformização dos procedimentos.

Outra vantagem prende-se com a melhoria dos resultados alcançados por esta tipologia de intervenção, particularmente na doença oncológica, área em que o CHUSJ é centro de referência a nível nacional.

“Na perspetiva do profissional, são várias as vantagens da utilização deste equipamento, um maior conforto ergonómico, maior precisão de movimentos, melhor acesso a áreas anatómicas complexas, o que se traduz em maior complexidade e radicalidade cirúrgica”, explica Elisabete Barbosa, Diretora da UAG de Cirurgia.

Na perspetiva do utente, a cirurgia robótica traz uma recuperação mais rápida no pós-operatório (física e funcional), menor tempo de hospitalização e menor necessidade de reintervenções.

As vantagens da utilização deste equipamento terão um significativo impacto nos resultados clínicos associados a uma redução de custos devido à diminuição da estadia hospitalar, da necessidade de internamento em cuidados intensivos, da conversão para cirurgia aberta, das complicações, dos reinternamentos e da necessidade de transfusões de sangue.

O CHUSJ perspetiva uma evolução gradual da utilização do equipamento pelas diferentes especialidades cirúrgicas, começando pela Urologia, Ginecologia e a Cirurgia Geral, abrangendo mais tarde a Cirurgia Torácica, Obesidade, áreas em que este equipamento já deu claras provas de sucesso.

CHUSJ/HN

“Semana Digestiva 2023” decorre no mês de junho em Coimbra

“Semana Digestiva 2023” decorre no mês de junho em Coimbra

O evento subordinado ao tema “A Saúde Digestiva no Centro” irá contar com a apresentação de comunicações, mesas-redondas, conferências e minicursos.

De acordo com os organizadores, este evento é o “maior encontro de Gastrenterologia realizado em Portugal”.

O presidente da Semana Digestiva 2023, Pedro Narra Figueiredo, garante que “estão reunidos os pressupostos para que a Semana Digestiva 2023 seja um evento de sucesso, agregador, capaz de evidenciar o papel central da nossa especialidade na prevenção, diagnóstico e tratamento da patologia digestiva”.

“Procuraremos ter um programa abrangente onde serão abordados os vários assuntos que se ligam com a nossa atividade clínica diária, incluindo inovações nas várias áreas do diagnóstico e da terapêutica das doenças do aparelho digestivo. A discussão e a troca de ideias e de conceitos serão certamente momentos enriquecedores para os congressistas”, acrescenta o responsável.

O encontro terá lugar entre 14 e 17 de junho no Convento de São Francisco, em Coimbra.

PR/HN/VC