APDP e NOVA Medical School juntas para melhorar a formação de clínicos e cuidadores

APDP e NOVA Medical School juntas para melhorar a formação de clínicos e cuidadores

Entre as iniciativas que podem vir a arrancar no decurso desta parceria, destaca-se a criação de formações pós-graduadas relacionadas com o estudo e o ensino da diabetes, com vista a formar mais e melhores clínicos, capazes de enfrentar os desafios atuais e futuros que a doença traz para o país. Dotar os cuidadores de mais informação e mais ferramentas é também um dos objetivos deste protocolo.

“Num momento em que se discutem as novas estratégias para vencer o desafio que a diabetes impõe à sociedade, uma colaboração entre uma escola médica e uma organização da sociedade civil, com reconhecimento internacional do seu modelo de prestação de cuidados, representará uma nova visão para abordar as doenças crónicas, das quais a diabetes é um paradigma”, refere João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP e docente da faculdade.

“É uma enorme honra assinar este protocolo com a APDP que tem como objetivo desenvolver mecanismos de cooperação que tornem possível, e promovam, a participação conjunta em atividades de carácter clínico, pedagógico, científico e de investigação. Haverá partilha de conhecimento e de experiências, de ferramentas e de metodologias entre as duas instituições”, revela Helena Canhão, diretora da NMS.

José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescenta que “é um prestígio celebrar um protocolo com uma Faculdade de tão distinta reputação e esta parceria vem estabelecer a participação, colaboração e organização por parte da APDP na Licenciatura em Ciências da Nutrição e no Mestrado Integrado de Medicina, e outros projetos que se poderão vir a desenvolver, nomeadamente no âmbito da colaboração científica entre as duas instituições”.

As atividades a serem desenvolvidas no âmbito deste protocolo serão coordenadas por João Filipe Raposo e Helena Canhão.

PR/HN/RA

Instituições saúdam adoção de novos objetivos para a diabetes

Instituições saúdam adoção de novos objetivos para a diabetes

A 75.ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou cinco objetivos para a diabetes a serem concretizados até 2030. Os especialistas querem 80% das pessoas com diabetes com diagnóstico realizado, 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da glicemia, 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da pressão arterial, 60% das pessoas com diabetes e com 40 ou mais anos de idade a receberem tratamento com Estatinas e 100% das pessoas com diabetes tipo 1 com acesso a tratamento com insulina e à automonitorização da glicose.

“Acreditamos que a adoção destes objetivos proporcionará uma direção suficientemente forte para que os países possam atuar eficazmente no combate à diabetes durante a próxima década”, refere José Manuel Boavida, presidente da APDP e membro da Direção da IDF-Europa.

Do mesmo modo, João Filipe Raposo, presidente da SPD, explica que “a adoção das recomendações da OMS acontece um ano após o lançamento do Global Diabetes Compact”.”Estes objetivos oferecem uma excelente oportunidade para melhorar a vida das pessoas que vivem atualmente com diabetes e de todas as que desenvolverão diabetes no futuro.”

Se as tendências atuais se mantiverem, estima-se que em 2045 sejam mais de 780 milhões de pessoas com diabetes no mundo.

“Alcançar os objetivos definidos pela OMS permitirá ainda reduzir as despesas que a diabetes representa para os sistemas de saúde, que a IDF estima terem sido de quase 966 bilhões de dólares durante 2021. Os objetivos só podem ser alcançados se os países lhes dedicarem recursos humanos e financeiros suficientes, tanto para agir sobre a diabetes, como para monitorizar o progresso das ações”, explica Luís Gardete Correia, ex-vice-presidente da IDF Global.

Objetivos propostos pela OMS incluem melhorias na realização do diagnóstico, no controlo da glicemia e da pressão arterial e no acesso ao tratamento adequado.

PR/HN/VC

Assembleia Mundial da Saúde: APDP, SPD e IDF saúdam a adoção de novos objetivos para a diabetes

Assembleia Mundial da Saúde: APDP, SPD e IDF saúdam a adoção de novos objetivos para a diabetes

Em causa estão cinco objetivos, que vão desde melhorias na realização do diagnóstico ao acesso ao tratamento com insulina e à automonitorização da glicose, que já tinham sido propostos ao Ministério da Saúde português.

“Acreditamos que a adoção destes objetivos proporcionará uma direção suficientemente forte para que os países possam atuar eficazmente no combate à diabetes durante a próxima década”, refere José Manuel Boavida, presidente da APDP e membro da direção da IDF-Europa.

“A adoção das recomendações da OMS acontece um ano após o lançamento do Global Diabetes Compact, que procura responder à epidemia da diabetes através da redução do risco e da garantia de que todas as pessoas diagnosticadas com diabetes têm acesso a tratamento e a cuidados acessíveis e de qualidade”, explica João Filipe Raposo, presidente da SPD, que participou na elaboração deste documento de referência.

A 75.ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou os seguintes cinco objetivos para a diabetes a serem concretizados até 2030: 80% das pessoas com diabetes com diagnóstico realizado; 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da glicemia; 80% das pessoas com diabetes com bom controlo da pressão arterial; 60% das pessoas com diabetes e com 40 ou mais anos de idade a receberem tratamento com estatinas; e 100% das pessoas com diabetes tipo 1 com acesso a tratamento com insulina e à automonitorização da glicose.

“Atingir os objetivos de diagnóstico, de controlo da glicemia e da pressão arterial e acesso a tratamento com estatinas permitirá a prevenção das consequências da diabetes, ajudando assim a melhorar a qualidade de vida de grande parte das 643 milhões de pessoas que se estima terem diabetes em todo o mundo”, explica José Manuel Boavida, acrescentando: “Os esforços para alcançar o objetivo de 100% de acesso ao tratamento com insulina e à automonitorização da glicose, por exemplo, ajudarão a evitar as mortes que resultam do acesso insuficiente aos cuidados essenciais de que as pessoas com diabetes tipo 1 necessitam, nomeadamente em África”.

Para João Filipe Raposo, “estes objetivos oferecem uma excelente oportunidade para melhorar a vida das pessoas que vivem atualmente com diabetes e de todas as que desenvolverão diabetes no futuro”. Se as tendências atuais se mantiverem, estima-se que em 2045 sejam mais de 780 milhões de pessoas com diabetes no mundo.

“Alcançar os objetivos definidos pela OMS permitirá ainda reduzir as despesas que a diabetes representa para os sistemas de saúde, que a IDF estima terem sido de quase 966 bilhões de dólares durante 2021. Os objetivos só podem ser alcançados se os países lhes dedicarem recursos humanos e financeiros suficientes, tanto para agir sobre a diabetes, como para monitorizar o progresso das ações”, afirma Luís Gardete Correia, ex-vice-presidente da IDF Global.

Passaram-se 100 anos desde a primeira utilização da insulina, mas estas organizações consideram que a ação para mudar o curso global da diabetes está ainda muito atrasada. A APDP, a SPD e a própria IDF encontram-se disponíveis para apoiar o Governo português na concretização dos objetivos estabelecidos pela OMS e que já foram propostos ao Ministério da Saúde.

PR/HN/Rita Antunes

APDP alerta para impacto da obesidade nos doentes com diabetes

APDP alerta para impacto da obesidade nos doentes com diabetes

A propósito do 18.º Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, que se assinalou este sábado, a APDP lembrou a importância do reconhecimento da obesidade como uma doença em prevalência crescente e a sua forte associação ao crescimento global da diabetes.

“Como exemplo da relação entre a obesidade e a diabetes, numa amostragem realizada na APDP entre 9 e 13 de maio, verificámos que 63% dos utentes apresentam excesso de peso ou obesidade e 28% apresentam um IMC (Índice de Massa Corporal) superior ou igual a 30”, refere João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

O responsável considera que “estes não divergem significativamente dos dados nacionais que apontam para uma prevalência de 29% da obesidade e para 68% da população portuguesa com excesso de peso ou obesidade”.

João Raposo aponta que o aumento da prevalência da obesidade pode ser explicado pela ausência de medidas de prevenção e tratamento.

De acordo com a endocrinologista da APDP “é necessário combater o estigma que ainda prevalece sobre a obesidade” e reconhecer a doença como uma patologia multifatorial e complexa, que se define por tecido adiposo em excesso, que causa doença, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de cancro, doenças respiratórias crónicas e síndrome de apneia obstrutiva do sono.

Todos os anos, a obesidade e o excesso de peso causam mais de 1,2 milhões de mortes na Europa, constituindo a 4.º principal causa de morte da população europeia. Durante a pandemia da covid-19 assistiu-se a um agravamento da qualidade do estilo de vida, com redução da atividade física e aumento do consumo de gorduras, sal e açúcar.

Em Portugal 29% da população tem obesidade, sendo que 68% dos portugueses têm excesso de peso ou obesidade.

PR/HN/Vaishaly Camões

Município de Almeida quer fixar médicos de família no concelho

Município de Almeida quer fixar médicos de família no concelho

O projeto do Regulamento Municipal para Atribuição de Incentivos à Fixação de Médicos no Concelho de Almeida foi hoje publicado em Diário da República (DR).

A autarquia de Almeida, no distrito da Guarda, presidida por António José Machado, justificou a medida “considerando a falta de médicos de família no concelho” e “a repercussão que este problema tem na qualidade de vida das pessoas”.

O município também elaborou o regulamento “considerando que devem ser criados todos os mecanismos de incentivos à melhoria dos cuidados de saúde no concelho, sobretudo na área da medicina familiar e da fixação de médicos de família, área fundamental no tratamento, mas sobretudo da vigilância, rastreio e prevenção nas diversas valências: saúde maternoinfantil, planeamento familiar, diabetes, hipertensão e doenças oncológicas”.

Segundo o texto do DR, o Regulamento Municipal para Atribuição de Incentivos à Fixação de Médicos no Concelho de Almeida “define as regras de atribuição de apoio pecuniário de incentivo à fixação de médicos, que concorram ao preenchimento de vagas na Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Almeida e Polo de Saúde de Vilar Formoso”.

A medida da autarquia contempla a atribuição de um incentivo pecuniário mensal, por médico de medicina geral e familiar, de 430 euros, para comparticipar quer o arrendamento quer a aquisição de habitação.

Os médicos também poderão usufruir da isenção no pagamento de taxas relativas a licenças de construção, beneficiação e ampliação de casa para habitação própria e permanente, incluindo anexos e garagens.

De acordo com o documento, podem candidatar-se aos benefícios os médicos que possuam contrato de trabalho no município de Almeida, que tenham um horário de trabalho a tempo inteiro ou a tempo parcial, e que não possuam habitação própria e permanente no mesmo município.

O documento adianta que o apoio pecuniário é atribuído pelo prazo de três anos, “com possibilidade de prorrogação, por períodos de um ano”.

As candidaturas devem ser dirigidas ao presidente da Câmara Municipal de Almeida.

“O montante do apoio pecuniário de incentivo à fixação de médicos, concedido pelo município de Almeida é cumulável com outros programas de apoio, previstos pela administração central, desde que não tenham o mesmo objeto”, lê-se.

O projeto do Regulamento Municipal para Atribuição de Incentivos à Fixação de Médicos no Concelho de Almeida entra em vigor no primeiro dia útil seguinte ao da sua publicação no DR.

O município de Almeida, no distrito da Guarda, situa-se junto da fronteira com Espanha.

LUSA/HN