OMS revela novo recorde semanal de infetados na Europa com 927 mil novos casos

OMS revela novo recorde semanal de infetados na Europa com 927 mil novos casos

A Europa registou nesse período uma subida de 25% dos casos confirmados e foi responsável por 38% dos novos casos em todo o mundo.

A R√ļssia, a Rep√ļblica Checa e It√°lia registaram mais de metade dos novos casos na Europa.

O aumento mais significativo registou-se na Eslovénia, onde os novos casos aumentaram 150% em relação à semana anterior, elevando-se a 4.890 casos.

A OMS destacou tamb√©m que o n√ļmero de mortes associadas √† Covid-19 na Europa ‚Äúcontinua a subir‚ÄĚ, tendo aumentado cerca de 30% em rela√ß√£o √† semana anterior.

Identificado pela primeira vez em dezembro na China, o v√≠rus SARS-Cov-2 j√° infetou mais de 40 milh√Ķes de pessoas em todo o mundo, 1,12 milh√Ķes das quais morreram.

LUSA/HN

Estudo revela que polui√ß√£o atmosf√©rica “custa” a cada cidad√£o europeu 1.276 euros por ano

Estudo revela que polui√ß√£o atmosf√©rica “custa” a cada cidad√£o europeu 1.276 euros por ano

O estudo, segundo os respons√°veis o maior do g√©nero, chegou ao valor m√©dio quantificando o valor monet√°rio das mortes prematuras, dos tratamentos m√©dicos, dos dias de trabalho perdidos e de outros custos de sa√ļde causados pelos tr√™s poluentes atmosf√©ricos que causam mais doen√ßas e mortes, part√≠culas em suspens√£o (PM), ozono (O‚āÉ) e di√≥xido de azoto (NO‚āā).

No documento hoje divulgado a EPHA salienta que o problema da m√° qualidade do ar se faz sentir especialmente nas cidades, onde vivem dois ter√ßos dos europeus, e diz que dois ter√ßos das cidades violam as normas de ar limpo estabelecidas pela Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS).

O estudo examinou 432 cidades de todos os pa√≠ses da Uni√£o Europeia (UE) e ainda do Reino Unido, Noruega e Su√≠√ßa. Somados, os custos da polui√ß√£o atmosf√©rica para os residentes nessas cidades chegam a 166 mil milh√Ķes de euros por ano, cerca de 385 milh√Ķes de euros, em m√©dia, por cidade.

Os habitantes das cidades maiores e mais caras t√™m custos mais elevados devido √† densidade populacional, rendimentos e despesas mais elevados. No entanto, cidades da Europa central e de leste est√£o no topo da tabela de impacto, j√° que apesar de n√≠veis de rendimento mais baixos a polui√ß√£o atmosf√©rica √© ‚Äúparticularmente m√°‚ÄĚ.

Por exemplo, de acordo com o estudo, um residente de Bucareste ‚Äúpaga‚ÄĚ 3.004 euros devido √† polui√ß√£o, enquanto um habitante de Santa Cruz de Tenerife paga 382.

Em rela√ß√£o a Portugal, a polui√ß√£o atmosf√©rica tem um custo para um habitante de Lisboa de 1.159 euros e custa anualmente √† cidade 635 milh√Ķes de euros. No Porto as perdas s√£o menores, passando a 950 euros anuais por pessoa e custos de 226 milh√Ķes de euros para a cidade. Em Faro os valores s√£o ainda mais baixos, 775 euros e 50 milh√Ķes de euros, por pessoa e pela cidade, respetivamente, e em Coimbra a polui√ß√£o tem um preju√≠zo per capita de 598 euros, mas o preju√≠zo anual para a cidade √© de 85 milh√Ķes, mais do que em Faro.

Na lista das cidades examinadas em Portugal est√£o ainda o Funchal, com danos causados pela polui√ß√£o avaliados em 67 milh√Ķes de euros por ano, com um valor per capita de 603 euros, Set√ļbal, com danos de 115 milh√Ķes, 954 euros por habitante da cidade, e Sintra, com danos de 236 milh√Ķes e um valor individual de 625 euros.

Em Mil√£o, por exemplo, a polui√ß√£o tem um custo per capita de 2.843 euros, e em Paris de 1.602 euros. Em Madrid os custos s√£o de 1.069 euros, menos do que em Lisboa, embora os danos causados pela polui√ß√£o do ar ultrapassem os 3,3 mil milh√Ķes de euros na capital espanhola.

No documento agora divulgado, a EPHA lembra, citando a Ag√™ncia Europeia do Ambiente (AEA), que a polui√ß√£o atmosf√©rica √© a causa n√ļmero um de mortes prematuras por fatores ambientais na Europa.

Num documento divulgado na √ļltima quinta-feira a AEA afirma que o ar da Europa √© hoje mais limpo do que h√° meio s√©culo, mas acrescenta que ainda assim as avalia√ß√Ķes anuais da qualidade do ar na Europa ‚Äúmostram consistentemente que a polui√ß√£o atmosf√©rica continua a representar um perigo para a sa√ļde humana e para o ambiente‚ÄĚ.

E alerta que os n√≠veis de polui√ß√£o atmosf√©rica em muitas das cidades europeias ainda excedem tanto os limites legais da UE como as diretrizes da OMS para a prote√ß√£o da sa√ļde humana. E estima que todos os anos cerca de 400 mil europeus morrem prematuramente devido √† m√° qualidade do ar.

Al√©m da perda de vidas, ainda de acordo com a AEA, a polui√ß√£o tem ‚Äúimpactos econ√≥micos consider√°veis‚ÄĚ, aumentando os custos na sa√ļde e reduzindo a produtividade. E prejudica o solo, as culturas, as florestas, os lagos e os rios, e as pr√≥prias casas, pontes e outras infraestruturas.

De acordo com o documento as PM causam a grande maioria dos custos (82,5%) em m√©dia, seguidas de NO‚āā (15% – principalmente tr√°fego) e de O‚āÉ (2,5% – de combust√£o). As propor√ß√Ķes variam ‚Äúconsideravelmente de cidade para cidade‚ÄĚ.

Os transportes s√£o identificados como uma importante fonte de polui√ß√£o do ar urbano, mas ‚Äúmesmo pequenas mudan√ßas nos h√°bitos de transporte e nas pol√≠ticas das cidades podem fazer uma diferen√ßa substancial nos custos‚ÄĚ, diz a EPHA.

A organização apela a políticas governamentais para reduzir os transportes baseados no petróleo, com alternativas mais sustentáveis, como andar a pé, de bicicleta ou em veículos limpos.

Citado no documento, o secret√°rio-geral interino da EPHA, Sascha Marschang, afirma: ‚ÄúEm grande parte, a situa√ß√£o pode ser influenciada pelas pol√≠ticas de transportes e as cidades podem reduzir os custos mudando para a mobilidade urbana com emiss√Ķes zero. Os governos e a Uni√£o Europeia devem ter estes custos em mente na pol√≠tica de transportes, a fim de apoiar, e n√£o impedir, uma recupera√ß√£o saud√°vel da pandemia de Covid-19″.

A Alian√ßa Europeia de Sa√ļde P√ļblica √© uma associa√ß√£o europeia sem fins lucrativos que trabalha na √°rea da sa√ļde p√ļblica, com mais de quatro dezenas de organiza√ß√Ķes com membros em 21 pa√≠ses.

LUSA/HN

Líderes da UE vão reforçar cooperação para testes e rastreamento

Líderes da UE vão reforçar cooperação para testes e rastreamento

‚ÄúA situa√ß√£o √© bastante s√©ria, sem precedentes, e tom√°mos a decis√£o de refor√ßar a nossa coopera√ß√£o europeia, especialmente no que toca aos testes e ao rastreamento‚ÄĚ, declarou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Falando √† entrada para o segundo dia da cimeira europeia, que hoje termina em Bruxelas, Charles Michel referiu que os chefes de Estado e de Governo da UE decidiram ‚Äúorganizar, de forma regular, [a√ß√Ķes de] coopera√ß√£o e coordena√ß√£o‚ÄĚ.

No primeiro dia deste Conselho Europeu, na quinta-feira, a pandemia de Covid-19 foi um dos assuntos em cima da mesa, bem como a meta clim√°tica at√© 2030 e a futura rela√ß√£o de Londres e Bruxelas ap√≥s o ‚ÄėBrexit‚Äô.

No que toca ao novo coronav√≠rus, as conclus√Ķes do Conselho Europeu, divulgadas j√° de madrugada, referem que os l√≠deres consideram que a atual situa√ß√£o epidemiol√≥gica ‚Äún√£o tem precedentes e suscita grandes preocupa√ß√Ķes‚ÄĚ.

Ainda assim, os chefes de Governo e de Estado da UE congratularam-se no documento com os ‚Äúprogressos alcan√ßados at√© √† data em mat√©ria de coordena√ß√£o global a n√≠vel da UE contra a Covid-19, incluindo a recomenda√ß√£o sobre uma abordagem coordenada das restri√ß√Ķes √† liberdade de circula√ß√£o‚ÄĚ.

E exortaram ‚Äúo Conselho, a Comiss√£o e os Estados-membros a prosseguirem o esfor√ßo global de coordena√ß√£o baseado nos melhores dados cient√≠ficos dispon√≠veis, nomeadamente no que diz respeito √†s regulamenta√ß√Ķes da quarentena, ao rastreio dos contactos transfronteiras, √†s estrat√©gias de despistagem, √† avalia√ß√£o conjunta dos m√©todos de despistagem, ao reconhecimento m√ļtuo dos testes e √† restri√ß√£o tempor√°ria das viagens n√£o indispens√°veis para a UE‚ÄĚ.

Comprometeram-se, ainda, a ‚Äúabordar regularmente esta quest√£o‚ÄĚ.

Na entrada para a cimeira, na quinta-feira, a presidente da Comiss√£o Europeia, Ursula von der Leyen, disse esperar que os l√≠deres da UE consigam chegar a ‚Äúacordo sobre a dura√ß√£o da quarentena e a necessidade de testes‚ÄĚ.

‚ÄúPor isso, apelo a todos para que tamb√©m cheguemos a acordo sobre esta quest√£o importante‚ÄĚ, adiantou.

Porém, esta matéria ainda não foi alvo de uniformização na UE, com alguns Estados-membros a optarem por quarentenas de sete dias (como a Bélgica) e outros de 10 dias (como Portugal, para de doentes assintomáticos e ligeiros).

Também os critérios para testes diferem de país para país.

A pandemia de Covid-19 j√° provocou mais de um milh√£o e noventa e tr√™s mil mortos e mais de 38,5 milh√Ķes de casos de infe√ß√£o em todo o mundo.

Neste segundo de Conselho Europeu, os l√≠deres v√£o discutir quest√Ķes internacionais, especialmente no que toca √† parceria da UE com √Āfrica.

LUSA/HN

Portugal, Alemanha e Eslovénia unidos para investigar cancro na Europa

Portugal, Alemanha e Eslovénia unidos para investigar cancro na Europa

A declara√ß√£o, que ser√° adotada durante uma confer√™ncia ¬īonline¬ī que conta com a interven√ß√£o do ministro da Ci√™ncia, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na sess√£o de abertura, √†s 09:00, √© uma iniciativa da Presid√™ncia Tripartida do Conselho Europeu, com os tr√™s pa√≠ses, que definiu a investiga√ß√£o no combate ao cancro como uma das prioridades para a Europa.

O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, est√° infetado Com covid-19, sendo esta a sua primeira apari√ß√£o p√ļblica, numa confer√™ncia n√£o presencial.

Intitulada ‚ÄúEurope: Unite against Cancer‚ÄĚ (“Europa: Unir contra o cancro”), a confer√™ncia ir√° focar-se no conte√ļdo do documento “Declaration on effective cancer research Europe‚ÄĚ (“Declara√ß√£o para a eficaz pesquisa do cancro na Europa”, em tradu√ß√£o livre), que visa estimular o refor√ßo da investiga√ß√£o na √°rea do cancro, da preven√ß√£o ao tratamento, diagn√≥stico e tratamento.

Esta confer√™ncia e declara√ß√£o inserem-se no planeamento em curso sobre o futuro Programa Quadro europeu de investiga√ß√£o, “Horizonte Europa, 2021-27”, o qual incluir√° uma “Miss√£o de Investiga√ß√£o e Inova√ß√£o em Cancro”, para fortalecer a investiga√ß√£o na Europa em todas as etapas da doen√ßa.

O objetivo √© facilitar a redu√ß√£o do n√ļmero de mortes por cancro aplicando a investiga√ß√£o desenvolvida nesse dom√≠nio.

Nesse sentido, recorda a organiza√ß√£o da confer√™ncia, “Portugal tem participado de forma crescente” em redes europeias de investiga√ß√£o em cancro, designadamente atrav√©s dos “Centros Compreensivos de Cancro – CCCs” em associa√ß√£o com a rede do IPO (Instituto Portugu√™s de Oncologia), unidades de cuidados de sa√ļde e centros de I&D.

Neste contexto, o desenvolvimento de “Centros Acad√©micos Cl√≠nicos – CACs” em Portugal durante a √ļltima d√©cada tem ainda sido impulsionado atrav√©s de colabora√ß√Ķes internacionais que visam o desenvolvimento de atividades de investiga√ß√£o na √°rea do cancro para melhorar tratamentos e novas terapias aplicadas ao combate ao cancro.

A declaração será assinada pelo ministro Manuel Heitor, por parte de Portugal, por Anja Karliczek, ministra federal da Educação e Pesquisa, da parte da Alemanha, e por Simona Kustec, ministra da Educação, Ciência e Desporto, pela Eslovénia.

LUSA/HN

Opositor russo pede à Europa que sancione altos funcionários próximos de Putin

Opositor russo pede à Europa que sancione altos funcionários próximos de Putin

“As san√ß√Ķes contra todo o pa√≠s n√£o est√£o a funcionar. O mais importante √© banir os benefici√°rios do regime e congelar os seus ativos. Os oligarcas e altos funcion√°rios, o c√≠rculo mais fechado de Putin”, disse Navalny em entrevista ao di√°rio alem√£o Bild.

Navalny referiu-se a essa elite como aqueles que “assassinam pessoas porque querem permanecer no poder”.

‚ÄúEles desviam dinheiro, roubam bilh√Ķes e, nos fins de semana, v√£o a Berlim ou Londres, compram apartamentos caros e sentam-se em caf√©s‚ÄĚ, lamentou.

Ap√≥s o envenenamento, o chefe da diplomacia europeia Josep Borrell levantou a possibilidade de uma “lei Navalny” como ve√≠culo para novas san√ß√Ķes contra Moscovo. A Alemanha tamb√©m disse que estava a considerar medidas punitivas.

A quest√£o das san√ß√Ķes foi reavivada ap√≥s o an√ļncio, na ter√ßa-feira, da Organiza√ß√£o para a Proibi√ß√£o de Armas Qu√≠micas (OPAQ) de que uma subst√Ęncia do tipo Novichok tinha sido encontrada no corpo do ativista russo.

Três laboratórios europeus já haviam concluído que Navalny foi envenenado com esse agente nervoso do tipo Novichok, projetado para fins militares na época soviética.

Um crítico feroz do Kremlin, Alexei Navalny começou a sentir-se mal a bordo do avião que fazia a rota entre Tomsk, na Sibéria, e Moscovo, no passado dia 22 de agosto, acabando por entrar em coma tendo sido mais tarde transferido para um hospital de Berlim, a pedido da família.

Navalny foi tratado num hospital de Berlim e continua recuperar na capital alem√£.

Berlim reagiu ao an√ļncio da OPAQ afirmando que “o uso de armas qu√≠micas √© um ato s√©rio que n√£o pode ficar sem consequ√™ncias”.

“Este uso de armas qu√≠micas deve ser motivo de preocupa√ß√£o para o Ocidente”, sublinhou Navalny na entrevista.

‚ÄúSe conhecemos os ataques qu√≠micos que falharam, n√£o temos ideia do n√ļmero de assassinatos bem-sucedidos”.

O oponente também criticou duramente o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder, que trabalha numa subsidiária da companhia de gás russa Gazprom e próximo de Vladimir Putin.

‚ÄúSchr√∂der √© o fantoche de Putin, que protege os assassinos”, criticou Navalny, acusando o ex-l√≠der social-democrata de ser “o lobista de Putin” e de receber “dinheiro secreto” “roubado” da popula√ß√£o russa, contribuindo assim para o empobrecimento do pa√≠s.

LUSA/HN