Madrid anuncia construção de hospital permanente dedicado a epidemias

10 de Maio 2020

A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, anunciou a construção de um novo hospital com 1.000 camas dedicado a epidemias, que será permanente e deverá estar em funcionamento no outono.

“Se tudo continuar como os especialistas indicam, este vírus estará connosco entre um e dois anos”, disse a chefe do executivo de Madrid numa entrevista ao jornal El Mundo, hoje publicada.

O novo hospital, explica Ayuso, será para epidemias, como a de covid-19, a da gripe sazonal e para aquelas “que podem estar a chegar”.

Quanto à decisão de solicitar a passagem de Madrid à primeira fase de desconfinamento, Ayuso considera que a rejeição do pedido por parte do Governo é um “revés para a economia”.

“O Governo tem de fazer um exercício de equilíbrio entre a proteção dos mais vulneráveis, que é do que se vai tratar agora, e a vida normal do motor económico de Espanha”, acrescentou.

Questionada se considerava a retoma económica mais importante do que vidas humanas, Ayuso respondeu com um perentório “jamais!”.

A presidente da Comunidade de Madrid acusou ainda o Governo de falta de apoio à região autónoma no combate à crise sanitária.

“A verdade é que temos estado sozinhos, subfinanciados e subdotados de material”, acusou Ayuso.

Espanha registou 143 mortes devido à pandemia de covid-19 nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde 18 de março último, havendo até agora um total de 26.621 óbitos, segundo as autoridades sanitárias.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, houve 621 novos casos positivos com a doença, um número maior do que no sábado, mas que não põe em causa a tendência de redução dos últimos dias.

Os dados diários indicam ainda que, nas últimas 24 horas, foram hospitalizados 465 doentes, num total de 122.730 pessoas que precisaram de ser internadas até agora.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 276 mil mortos e infetou mais de 3,9 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,3 milhões de doentes foram considerados curados.

LUSA/HN

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