SNS recebeu mais 361 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano

28 de Agosto 2020

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi dotado de um investimento de mais 361 milhões de euros, nos primeiros sete meses do ano, em comparação com o período homólogo de 2019, e reduziu o valor dos pagamentos em dívida.

A informação foi dada hoje pela secretária de Estado Adjunta e da Saúde na habitual conferência de imprensa sobre a Covid-19, destacando que este investimento de 361 milhões de euros serviu para que o SNS tivesse “mais de capacidade de resposta e resiliência, mais recursos humanos e equipamentos” nesta fase de luta contra a pandemia.

“A execução financeira do SNS revela que, comparativamente ao período homólogo de 2019, em julho de 2020 houve um evidente acréscimo de recursos financeiros de cerca de 361 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano”, referiu.

Desses 361 milhões distribuídos pelas várias valências do SNS, a governante destacou os 165,1 milhões de euros para gastos com pessoal, mais 48 milhões para despesas com produtos farmacêuticos, mais 47 milhões de euros em material de consumo clínico, mais 52,4 milhões de euros em produtos vendidos por farmácias e ainda mais 90,9 milhões em investimento.

“O SNS também conseguiu reduzir para o número mais baixo dos últimos 10 anos o volume de pagamentos em atraso, reduzindo em cerca de 311 milhões, isto é, em menos 55,6% em relação ao valor homólogo de 2019”, frisou.

Para Jamila Madeira, em relação à luta contra a cCvid-19, “todos os resultados obtidos até hoje têm sido desenvolvidos por todas as entidades dos SNS e, em primeira linha, à dedicação e emprenho de todos os profissionais”.

Portugal registou mais seis mortes associadas à Covid-19 e 401 novos casos confirmados de infeção nas últimas 24 horas, o que representa um aumento 0,7%, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde hoje divulgado.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 832 mil mortos e infetou mais de 24,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

LUSA/HN

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