“O continente de África vai querer ter a sua própria capacidade de produção e maior capacidade de diagnóstico. Não vai querer estar na posição em que está, com dificuldades em obter vacinas das quais precisa desesperadamente”, afirmou hoje, durante um ‘webinar’ para o instituto Institute for Gouvernment.

Blair disse que a fundação que criou, o Instituto para a Transformação Global, está a ajudar cerca de 20 Governos africanos na resposta à pandemia de Covid-19, nomeadamente no desenvolvimento de um sistema de certificação de testes e vacinas.

“A minha preocupação é que, se eles se atrasarem na vacinação, e não tiverem meios de registarem testes e vacinação, vão existir partes do mundo efetivamente excluídas, por isso as liberdades deles [africanos] vão estar restringidas”, argumentou.

Segundo Blair, a segunda vaga da pandemia causou mais mortes em África do que a primeira, mas “os problemas são sobretudo económicos”.

Um relatório do Instituto Tony Blair estimava em outubro que as restrições de viagem de países europeus, nomeadamente a quarentena obrigatória, pode resultar em milhões de pessoas desempregadas, sobretudo nos setores das viagens e do turismo.

Hoje, o Instituto publicou um novo estudo intitulado “O novo necessário: como preparar o futuro para a próxima pandemia”, onde defende que não só os países desenvolvam as suas próprias infraestruturas de saúde, mas que deve existir uma maior coordenação global.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.508.786 mortos no mundo, resultantes de mais de 112,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.243 pessoas dos 802.773 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa/HN

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