PAN pede desconfinamento com “conta, peso e medida”

8 de Março 2021

O PAN defendeu esta segunda-feira um desconfinamento "com conta, peso e medida", adequado à "realidade de cada região", e pediu ao Governo que divulgue mais informação para que os portugueses conheçam "o nível de risco em que se encontram".

No final de mais uma reunião no Infarmed, em Lisboa, sobre a situação epidemiológica de Portugal, a líder parlamentar do Pessoas-Animais-Natureza pediu que o desconfinamento “seja feito com conta, peso e medida e acima de tudo com muita comunicação e informação para que seja claramente percetível para as pessoas o nível de risco em que se encontram”.

O PAN propõe que a comunicação aconteça também num plano regional, justificando que “limitar aos concelhos não é suficiente porque poderá dar-se um maior nível de contágio caso estas restrições ocorram unicamente a nível concelhio e não a nível regional”.

“Compreendemos que há de facto neste momento um grande desgaste dos efeitos da pandemia, há também uma repercussão socio-financeira que de facto está a ter um impacto brutal em muitos setores, mas aquilo que levou a exigirmos um sacrifício tão grande dos portugueses não pode ser deitado a perder e é importantíssimo que este desconfinamento aconteça de forma absolutamente gradual e ponderada, e adequada aquilo que é a realidade de cada região”, defendeu Inês Sousa Real.

Para o PAN, “tão importante como as medidas que levaram ao confinamento é sem dúvida planear de que forma” o país vai “sair destas medidas mais restritivas”.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa, a deputada foi questionada sobre a apresentação do plano de desconfinamento na quinta-feira e a possibilidade de o país começar a reabrir a partir da próxima semana.

“É com alguma relutância que verificamos um espaço tão curto de tempo para anunciar o desconfinamento”, respondeu, acrescentando que “deveria existir um maior planeamento daquilo que possa ser o desconfinamento, e que se calhar deveriam ter sido anunciadas estas medidas, e pensadas, com maior antecedência”.

Inês Sousa Real pediu ao Governo que “aplique estas medidas da forma mais adequada possível”, argumentando que “há setores que se calhar estão fechados e que poderiam eles próprios garantir um menor número de contágios evidentemente porque tinham uma maior capacidade de desinfeção”.

A líder parlamentar do PAN pediu também que o desconfinamento seja acompanhado de “uma maior capacidade da rede dos transportes públicos”, para evitar a sobrelotação, e defendeu a retoma gradual ao ensino presencial, “a começar pelos mais pequenos”

Aproveitando o Dia Internacional da Mulher para alertar que as mulheres “têm sido muito afetadas por esta crise”, Inês Sousa Real defendeu que o combate à a desigualdade de género deve estar contemplado na aplicação do Plano de Recuperação e Resiliência.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.593.872 mortos no mundo, resultantes de mais de 116,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.565 pessoas dos 810.459 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Guilherme Veríssimo: “A saúde começa pela boca”

A evidência científica comprova que a má saúde oral está diretamente relacionada com 23 doenças sistémicas, entre elas a diabetes e as doenças cardiovasculares, e cinco tipos de cancro. Esta realidade pode surpreender a maior parte da população, mas não os dentistas. Em entrevista ao nosso jornal, o Médico Dentista, Guilherme Veríssimo, frisa que a “saúde oral não se resume a uma questão estética”, deixando alguns alertas para a importância da correta higienização dos dentes. O médico dentista aproveitou ainda para desmistificar alguns dos principais mitos associados à doença peridontal.

INEM esclarece que chamadas via 112 são descentralizadas

O INEM esclareceu que as chamadas que dão entrada via 112 para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) são descentralizadas, avançando que hoje de manhã estavam ao serviço 48 técnicos, 24 dos quais em atendimento.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights