Índia aprova uso emergencial de vacina de administração única da Johnson & Johnson

8 de Agosto 2021

A Índia aprovou a utilização de uso de emergência da vacina contra o coronavírus de injeção única da Johnson & Johnson, por forma a acelerar a campanha de vacinação devido ao receio de uma nova onda de infeções.

O ministro da Saúde, Mansukh Mandaviya, disse que a medida fortaleceria a luta contra a pandemia na Índia, onde pelo menos 200 mil pessoas já morreram devido à onda brutal da pandemia registada no país desde junho último,

“A Índia expande o leque de vacinas! A vacina de dose única contra a covid-19 da Johnson & Johnson foi aprovada para uso de emergência na Índia”, escreveu o ministro na sua conta oficial na rede social Twitter.

Nenhuma indicação foi, todavia, fornecida sobre quando é que essas doses da vacina serão enviadas para a Índia.

Com 1,3 mil milhões de habitantes, a Índia já administrou 500 milhões de doses da vacina, mas apenas oito por cento da população recebeu duas tomas.

A Índia continua a ser o país mais afetado pela pandemia de covid-19, a seguir aos Estados Unidos, que tem mais de 32 milhões de casos confirmados e 427.000 mortes.

Sem dados precisos da totalidade de casos de covid-19 no país, os especialistas acreditam que os números são muito maiores e já alertaram para os perigos decorrentes da morosidade na vacinação, o que coloca o país em risco de uma nova vaga de infeções.

O número de novos casos e mortes devido à covid-19 na Índia voltou a aumentar nas últimas duas semanas.

A pandemia de covid-19 fez pelo menos 4.268.017 mortos em todo o mundo, entre mais de 200,8 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, desde que a OMS detetou a doença na China em finais de dezembro de 2019, segundo o último balanço da France-Press com base em dados oficiais.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.457 pessoas e foram registados 984.985 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

LUSA/HN

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