Madeira volta a ser considerada de risco elevado para viagens na União Europeia

18 de Novembro 2021

A Madeira foi hoje colocada na categoria de risco elevado para covid-19 no mapa do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que suporta decisões sobre viagens na União Europeia (UE), passando do laranja para vermelho.

Depois de, em meados de outubro, ter ficado na categoria verde (relativa à melhor situação epidemiológica no mapa do ECDC) e de há duas semanas ter recuado para a laranja, a Madeira volta hoje a ver a classificação piorada, passando para o vermelho, que significa risco elevado.

A categoria vermelho no mapa do ECDC significa que, nestas regiões europeias, a taxa cumulativa de notificação de casos de infeção nos últimos 14 dias varia de 75 a 200 por 100 mil habitantes ou é superior a 200 e inferior a 500 por 100 mil habitantes e a taxa de positividade dos testes de é de 4% ou mais.

O mapa do ECDC combina as taxas de notificação de casos de covid-19 nos últimos 14 dias, o número de testes realizados e o total de positivos, e é atualizado semanalmente, à quinta-feira.

Este mapa da agência europeia segue um sistema de semáforos sobre a propagação da covid-19 na UE, a começar no verde (situação favorável), passando pelo laranja, vermelho e vermelho escuro (situação muito perigosa).

Serve de auxílio aos Estados-membros sobre as restrições a aplicar às viagens no espaço comunitário.

Em situação de risco moderado (laranja) mantêm-se Portugal continental e a Região Autónoma dos Açores.

A categoria laranja é referente a locais onde a taxa de notificação de novas infeções é de 50 a 75 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e a taxa de positividade dos testes é de 1%, ou entre 75 e 200 novos infetados por 100 mil habitantes e a taxa de positividade dos testes de 4% ou mais.

Em fevereiro passado, e devido ao elevado número de infeções com o coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, Portugal chegou mesmo a estar na categoria vermelho escuro dos mapas do ECDC, usada para zonas onde o vírus circula a níveis muito elevados.

Em meados de junho, o Conselho da UE adotou uma recomendação para abordagem coordenada nas viagens, propondo que vacinados e recuperados da covid-19 não sejam submetidos a medidas restritivas como quarentenas ou testes.

A covid-19 provocou pelo menos 5.122.675 mortes em todo o mundo, entre mais de 254.952.650 infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.283 pessoas e foram contabilizados 1.112.682 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

LUSA/HN

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