Governo britânico reduz período de isolamento de dez para sete dias

22 de Dezembro 2021

O Governo britânico reduziu esta quarta-feira o período de isolamento em Inglaterra de dez para sete dias para pessoas vacinadas que adoeceram com Covid-19, em plena nova vaga de casos causada pela variante Ómicron e a poucos dias do Natal.

A partir de hoje, as pessoas que tiverem dois testes antigénios negativos realizados no sexto e sétimo dia após a infeção poderão sair do isolamento.

Segundo o Governo, esta medida permitirá a mais pessoas passarem o Natal juntamente com as respetivas famílias, sem correr o risco de transmitir o vírus.

O alívio das regras ocorre numa altura em que o Reino Unido, um dos países mais afetados pela pandemia na Europa, com mais de 147 mil mortes associadas à doença Covid-19, enfrenta um surto de casos devido à variante Ómicron, já caracterizada como muito mais transmissível em comparação a outras variantes do coronavírus SARS-CoV-2.

Nos últimos cinco dias, a média diária de infeções subiu acentuadamente para 90 mil casos no Reino Unido, mas a média das hospitalizações tem-se mantido estável em redor das 7.500.

Perante a “incerteza” sobre a gravidade da variante Ómicron, o primeiro-ministro, Boris Johnson, anunciou na terça-feira que não iria impor mais medidas de contenção até ao Natal, embora tenha apelado à “cautela”, nomeadamente ao uso de máscara em espaços fechados e à realização de testes rápidos antes de contactos com pessoas vulneráveis.

“Tendo em conta a incerteza contínua sobre várias coisas – a gravidade da Ómicron, a incerteza sobre a taxa de hospitalização ou o impacto do programa de vacinação e das doses de reforço, não pensamos hoje que existam indícios suficientes para justificar quaisquer medidas mais duras antes do Natal”, justificou.

Entretanto, o ministro da Saúde, Sajid Javid, revelou hoje a assinatura de dois novos contratos com as farmacêuticas Merck e Pfizer para a compra de milhões de medicamentos antivirais em comprimido contra a Covid-19.

Os antivirais atuam reduzindo a capacidade de replicação do vírus e os sintomas da doença, com a vantagem de poderem ser tomados em casa.

A Covid-19 provocou mais de 5,35 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

LUSA/HN

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