21/02/2022 | Nacional, Notícias

Técnica de diagnóstico POCUS em análise no I Encontro Nacional do Núcleo de Estudos de Ecografia

O Núcleo de Estudos de Ecografia (NEEco) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar a 26 de março, em Lisboa, o seu I Encontro Nacional. A técnica de diagnóstico POCUS estará no centro da discussão.

A 24 e 25 de março, também na capital, decorrerá o curso pré-encontro no âmbito da reunião nacional.

“Neste encontro, os médicos internistas vão poder ouvir de colegas com renome internacional” como “foi feito o desenvolvimento de POCUS em diferentes países, nomeadamente no Brasil, Espanha e Estados Unidos da América, por forma a ter bases para podermos discutir, ao longo do encontro, as especificidades do desenvolvimento de POCUS em Portugal no âmbito da Medicina Interna e da relação com as outras especialidades que usam a Ecografia na prática diária”, antecipa José Mariz, coordenador do NEECO, citado em comunicado de imprensa.

Em ambiente de colaboração e networking, o I Encontro Nacional do Núcleo de Estudos de Ecografia vai permitir aos profissionais da especialidade refletir sobre atuais e futuros desafios da prática clínica.

“Serão abordadas atualizações no âmbito da Ecocardiografia no doente crítico, na Ecografia Reno-Vesical no Serviço de Urgência e da aplicação da Ecografia na abordagem inicial dos doentes com COVID-19”, diz José Mariz.

Durante o encontro, segundo o coordenador, serão também apresentados “casos clínicos e trabalhos científicos, onde POCUS foi crucial na integração e resolução do problema clínico ou como objeto de estudo em trabalhos de investigação clínica”.

Point-Of-Care UltraSonography é uma “técnica de diagnóstico segura e que permite aperfeiçoar o processo de decisão na orientação do doente”, explica, em comunicado, a SPMI.

“Nos últimos anos tem-se registado um crescimento exponencial da Ecografia à Cabeceira do Doente (Point-of-care Ultrasonography – POCUS), junto dos Internistas a nível mundial”, e “Portugal mostra-se alinhado com a atual realidade”, lê-se na nota.

“Dois aspetos são fundamentais para esse crescimento: por um lado, a evolução tecnológica permite o uso de ecografia à cabeceira do doente com aparelhos cada vez mais portáteis e com elevada qualidade de processamento de imagem em tempo real. Por outro lado, a crescente evidência científica, a partir de inúmeros trabalhos de investigação científica de qualidade, permite que o uso de ecografia à cabeceira do doente melhore o cuidado dos doentes, tornando mais eficiente o processo de decisão clínica e influenciando o desfecho do doente a nível da mortalidade e morbilidade”, conclui José Mariz.

PR/HN/Rita Antunes

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