Governo da Madeira diz que novo hospital será “forte contributo” para consolidar curso de Medicina na região

4 de Agosto 2022

A entrada em funcionamento do Hospital Central e Universitário da Madeira, prevista para 2027, será um “forte contributo” para alargar o curso de Medicina na universidade do arquipélago aos 4.º e 5.º anos, indicou esta quinta-feira o Governo Regional.

“Um dos instrumentos que vão contribuir para que estes 4.º e 5.º anos sejam uma realidade é quando tivermos o novo hospital”, disse o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, sublinhando que “não falta muito” para que o curso de Medicina seja ministrado na íntegra na Universidade da Madeira (UMa).

O governante falava à margem da assinatura de um contrato-programa com a universidade, no Funchal, no âmbito do Ciclo Básico do Mestrado Integrado em Medicina (CBMIM) e da sua extensão ao 3.º ano.

Os dois primeiros anos do ciclo básico do curso de Medicina são ministrados na UMa desde 2004 e o 3.º ano começou em 2021.

“É um trajeto que ao fim de 18 anos nos orgulha muito e que permitiu já a passagem de 573 alunos”, disse Pedro Ramos, explicando que 40% fizeram o internato de formação geral na Região Autónoma da Madeira.

Em 2018, o Governo Regional estabeleceu um processo de cooperação com a Universidade da Madeira, através de contratos-programa, para consolidar o mestrado integrado em Medicina na região, que vai totalizar 960 mil euros de apoio em cinco anos.

“Agora vamos assinar mais uma tranche, no valor de 200 mil euros, no sentido de termos a Universidade da Madeira com as condições adequadas para promover a formação, a investigação e a inovação”, disse Pedro Ramos.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Guadalupe Simões: Quantidade de atos “não se traduz em acompanhamento com a qualidade e segurança que qualquer pessoa deverá exigir”

Esta sexta-feira, Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, criticou a escolha do Governo de pagar pela quantidade de atos. “Quando o Governo diz que dá incentivos ou que dá suplementos financeiros se fizerem mais intervenções cirúrgicas, se tiverem mais doentes nas listas, se operarem mais doentes no âmbito dos programas do SIGIC, se, se, se, está sempre a falar de quantidade de atos, que não se traduz em acompanhamento das pessoas com a qualidade e segurança que qualquer pessoa deverá exigir”, explicou ao HealthNews.

Guadalupe Simões: “Reunião apenas serviu para o Ministério da Saúde promover essa chantagem tentando que nós suspendêssemos a greve”

A reunião entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e o Ministério da Saúde “correu muito mal”. Na quinta-feira, “o Ministério da Saúde procurou chantagear o sindicato dizendo que só negociava se a greve fosse suspensa”, contou ao HealthNews Guadalupe Simões, dirigente do SEP, que, por esse motivo, pelos enfermeiros, pelos doentes e pelo SNS, espera que haja uma forte adesão à greve nacional de 2 de agosto.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights