Estudo diz que mais diagnósticos de rotina ao cancro da próstata reduz mortalidade

19 de Novembro 2022

Um estudo desenvolvido pela Universidade do Michigan conclui que mais diagnósticos de rotina ao cancro da próstata poderiam salvar milhares de vidas.

Os investigadores analisaram vários homens com o exame de sangue do PSA (Antigénio Específico da Próstata). O programa de rastreio consegui reduzir os casos de cancro da próstata em 11%.

Segundo o estudo, as taxas de rastreio do PSA caíram de 47% em 2005 para 37% em 2019, em todas as idades e etnias. Já a proporção de pacientes que não realizaram exames, ao longo de três anos consecutivos também cresceu, de acordo com os resultados apresentados na Reunião Anual da Sociedade Americana de Radioncologia (ASTRO).

A pesquisa revela ainda que os casos de cancro da próstata avançado aumentaram, de 4,6 casos por 100 mil homens em 2008 para 7,9 por 100 mil em 2019, o que foi atribuído aos números crescentes nos grupos de idade mais avançada.

De 128 unidades de saúde analisadas pela Universidade do Michigan, aquelas com taxas mais baixas de rastreio anual apresentaram taxas mais altas de cancro da próstata avançado, de acordo com os investigadores.

Os investigadores concluem que, com uma rotina de prevenção e diagnóstico precoce do cancro da próstata, as mortes poderiam ser significativamente reduzidas.

Estima-se que em Portugal, durante o ano 2020, tenham surgido 6759 novos casos de cancro da próstata e que em 2040 esse número ascenda a 8216.

PR/HN/Vaishaly Camões

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