Casais saudáveis conversam no mínimo cinco horas por semana

16 de Fevereiro 2023

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) divulgou informações sobre como cultivar uma relação saudável. Um dos pontos essenciais é a comunicação entre os elementos da relação, sendo que um casal saudável conversa cinco ou mais horas por semana.

Vale a pena investir nessas relações porque contribuem para a saúde (física e psicológica), felicidade e bem-estar, diz a OPP.

E prossegue: “Nos momentos de comunicação é importante que diga claramente o que pensa e sente, o que quer e precisa. Não espere que o outro adivinhe ou faça leitura da mente. É ainda importante reservar tempo para falar e discutir outros temas para além dos filhos e das tarefas domésticas. E ouvir é aqui uma palavra de destaque. Deve ouvir realmente com atenção. Durante a conversa devem olhar um para o outro e não para a televisão, o telemóvel ou o computador.”

Há ainda outros tópicos que não devem ser esquecidos: elogiar, agradecer e pedir desculpa; aceitar as diferenças e não esperar que o outro realize todas as nossas expectativas e desejos; manter a relação interessante e cultivar interesses comuns; cuidar de si próprio; arranjar tempo para a intimidade.

Além disso, é importante resolver conflitos de forma construtiva, escolhendo a altura certa. “Às vezes é preferível acalmarem-se primeiro. Procurar saber como o outro se sente. Ouvir o ponto de vista e ceder em determinados pontos. Discutir um assunto de cada vez e não ir buscar conflitos antigos. Mostrar humor e expressar afeto. Concordar em discordar. O que não deve fazer? Criticar, mostrar desprezo, rolar os olhos, agir defensivamente, chamar nomes ou desligar da conversa.”

Há, no entanto, relações românticas abusivas e violentas. Deve estar atento aos sinais de alerta: tentam controlá-lo (por exemplo, dizem-lhe o que pode ou não vestir, impendem-no de sair, tiram-lhe o seu dinheiro ou as chaves do carro e pedem justificações sobre o que faz ou onde vai); tentam fazê-lo sentir-se mal, inútil, sem valor; criticam os seus amigos e são possessivos e ciumentos; tem medo do temperamento e do humor do/a parceiro/a; são violentos; ameaçam magoar ou magoam a sua família e animais; forçam-no a ter relações sexuais.

“Nestes casos, é fundamental procurar ajuda. Um Psicólogo ou Psicóloga podem ajudar”, alerta a Ordem.

PR/HN/RA

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