Contactado pelo nosso jornal sobre as expectativas do novo plano, que irá ser hoje anunciado, o dirigente da APAH reconheceu: “As nossas expectativas são moderadas. Sabemos que a dificuldade que temos tido no Serviço Nacional de Saúde não se ultrapassam com balas de prata.”
Segundo o responsável, o país precisa de medidas “racionais, lógicas e sustentadas ao longo do tempo”. “Não esperamos que exista de repente medidas milagrosas que possam resolver os problemas que temos. Os recursos humanos está na base de grande parte das nossas dificuldade e temos consciência de que é algo que demora tempo a resolver.”
Sobre as medidas que gostaria que fossem implementadas, destacou a contratação de mais profissionais de saúde e a reorganização dos serviços de urgência. “A questão do acesso a consultas, cirurgias e a cuidados de saúde tem sido um problema grave. Cerca de 30 a 40 por cento das pessoas são atendidas fora do tempo clinicamente adequado. Por outro lado, temos o problema da rede de urgência – em que os serviços têm funcionado com muita dificuldade – e a carência de recursos humanos. Diria que as medidas têm de estar muito focadas na resolução destes dois grandes problemas”.
Xavier Barreto admitiu ver com bons olhos que o plano seja aprovado em Conselho de Ministros e apresentado pelo líder do Executivo.
“O plano é importante no sentido em que nos evidencia o caminho que o Governo quer seguir. O facto de ser apresentado pelo primeiro-ministro e discutido em Conselho de Ministros mostra que é um plano de Governo e não é só um plano do Ministério da Saúde. Isto é muito importante porque parte destes problemas implica a intervenção do Governo como um todo. Ou seja, é um plano que implica investimento e integração política dos vários setores”, disse.
O presidente da APAH realçou que “a saúde dos portugueses implica políticas intersectoriais”.
HN
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