Pelo menos 219 mortos por tuberculose em província do centro de Moçambique em 2024

28 de Fevereiro 2025

Pelo menos 219 pessoas morreram no ano passado devido à tuberculose na província de Tete, no centro de Moçambique, um aumento de 134 óbitos face a 2023, disse fonte oficial.

“Estes dados preocupam muito a província porque é uma doença de tratamento gratuito”, disse Francisca Jone, responsável provincial de tuberculose em Tete, citada hoje pela comunicação social.

Segundo a responsável, os óbitos fazem parte dos 9.780 casos de tuberculose registados na província e representam um aumento de 134 mortes em relação a 2023.

“Uma das causas do aumento de óbitos é o diagnóstico tardio”, explicou.

De acordo com Francisca Jone, a província registou ainda o aumento no índice de abandono do tratamento da doença, com 81 casos, contra 56 de 2023.

“Temos pacientes muito distantes das unidades de saúde […], alguns alegam faltam de condições para alimentação”, referiu.

De acordo com a Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), uma organização não-governamental internacional, mais de 108 mil pessoas receberam tratamento contra tuberculose desde 2019 em 50 distritos das províncias de Zambézia, Sofala, Tete e em Nampula, no sul e centro de Moçambique.

Segundo a ONG, entre 2019 e 2024 no país, do total dos 108.242 casos notificados e tratados, 10.547 eram crianças.

Em 20 de janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, suspendeu toda a ajuda internacional durante 90 dias e o Governo moçambicano afirmou, no passado dia 07, que a suspensão da ajuda norte-americana compromete a eficiência na implementação de programas na saúde, entre os quais consta o tratamento a tuberculose.

“A retirada brusca desse apoio compromete, como podem imaginar de alguma forma, a eficiência na implementação desses programas […] O apoio do Governo americano financia uma parte considerável da provisão de profissionais de saúde”, disse, na altura, Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo moçambicano e ministro da Administração Estatal e Função Pública.

lusa/HN

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