Produtividade das empresas aumentou 31% durante a pandemia

7 de Agosto 2020

Uma pesquisa mundial que incluiu as grandes potências económicas demonstrou que “houve uma melhoria líquida de 31%” dentro das empresas durante a Covid-19. A maior flexibilidade e autonomia dos trabalhadores é apontado como alguns dos motivos que explicam o fenómeno.

De acordo com a Adecco, líder mundial em Recursos Humanos, o contexto pandémico permitiu uma maior autonomia e flexibilidade por parte dos trabalhadores, podendo explicar o aumento da produtividade sentida dentro das empresas. “Apesar das circunstâncias difíceis de trabalhar remotamente, a pandemia do coronavírus levou a um aumento na produtividade das pessoas.”

Uma pesquisa global onde foram incluídos países como os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, e a Itália indica que “a procura por mais flexibilidade no trabalho aumentou. Seja para o equilíbrio entre vida profissional e bem-estar, os trabalhadores gostariam de manter a flexibilidade durante o horário de trabalho e decidir sobre como e onde podem trabalhar”.

A pesquisa que englobou cerca de 8 mil funcionários, gestores e CEOs, revela que durante a pandemia as pessoas ganharam maior autonomia, sendo que 76% dos entrevistados disseram ter controlo parcial ou total sobre o seu horário de trabalho. “Isso representa um aumento de 21% em relação aos níveis pré-pandêmicos.”.

Um outro dado revelado pela pesquisa indica que 67% dos pais que trabalhavam apreciariam se o empregador se flexibilizasse em relação às necessidades de assistência à infância.

Os dados obtidos são vistos como uma nova oportunidade para mudar a forma como as empresas operam. Para a Adecco, para manter maior flexibilidade e produtividade, precisamos alterar os contratos dos funcionários. “Não é surpresa que a correlação positiva entre maior flexibilidade e maior produtividade seja refletida na maneira como as pessoas desejam reestruturar os seus vínculos com as empresas.”

A pesquisa global da Adecco, Resetting Normal: Defining the New Era of Work, mostra que mais de dois terços dos entrevistados sentem que os contratos de trabalho devem concentrar-se mais em atender às necessidades de negócios do que nas horas trabalhadas. Isso sugere que os trabalhadores querem ser medidos mais pelos seus resultados e realizações do que pela sua presença no trabalho.

PR/HN/Vaishaly Camões

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