Estado australiano com novo máximo de mortes desde início de surto em Melbourne

12 de Agosto 2020

As autoridades do estado australiano de Victoria contabilizaram 21 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo diário desde o início do surto na capital regional, Melbourne.

O chefe do executivo de Victoria, Daniel Andrews, informou que 16 destas mortes ocorreram em lares de idosos, onde 1.929 pessoas, incluindo trabalhadores, continuam infetadas com o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Além disso, nas últimas 24 horas registaram-se 410 novas infeções, de acordo com as autoridades de saúde.

Desde o início da pandemia, Victoria acumulou 16.650 casos do novo coronavírus, o que representa 75% do total da Austrália, com 22.100 infeções.

Na origem do novo surto de covid-19 naquele estado terão estado violações das regras de segurança nos hotéis designados para realizar a quarentena obrigatória de viajantes vindos do estrangeiro.

De acordo com a imprensa local, os seguranças terão deixado os viajantes sair dos quartos ou mesmo tido relações sexuais com pessoas em quarentena.

Em 08 de julho, Melbourne, a segunda cidade mais populosa do país, foi colocada novamente em confinamento até 20 de agosto, após o fracasso das medidas para evitar a propagação do vírus.

O novo surto levou as autoridades de Victoria a impor a utilização de máscaras em Melbourne e na cidade rural de Mitchell, também sob confinamento, uma medida sem precedentes na Austrália.

O estado limítrofe de Nova Gales do Sul também encerrou, pela primeira vez em cem anos, a fronteira interna com Victoria, para evitar a propagação da doença.

Com 25 milhões de habitantes, a Austrália contabilizou mais de 22 mil casos de covid-19 desde o início da epidemia no país, em março, além de 352 mortos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 736 mil mortos e infetou mais de 20,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

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