O Brasil somou 829 mortes e 36.303 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, informaram esta sexta-feira as autoridades de Saúde, que investigam ainda a eventual relação de 2.396 óbitos com o novo coronavírus.
De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, 324 das 829 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas só foram incluídas nos dados de hoje, após confirmação da causa de óbito.
O país sul-americano totaliza agora 134.935 vítimas mortais e 4.455.386 casos diagnosticados desde o início da pandemia no país, registada oficialmente em 26 de fevereiro.
Por outro lado, um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, indicou que o país registou mais 857 mortes e 35.757 novos infetados nas últimas 24 horas.
No total, o consórcio constituído pelos principais media do Brasil informou que o país contabiliza 4.457.443 casos e 135.031 mortos, desde o início da pandemia.
A taxa de letalidade da Covid-19 no Brasil mantém-se em 3,0% e a taxa de incidência é agora de 64,2 mortes e de 2.120,1 casos por cada 100 mil habitantes.
O Brasil, país lusófono mais afetado pela pandemia e uma das nações com maior número de mortos e infetados, já registou a recuperação de 3.753.082 pacientes infetados.
Atualmente, 567.369 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus estão sob acompanhamento médico no país.
São Paulo (916.821), Bahia (289.655), Minas Gerais (262.001) e Rio de Janeiro (246.843) são os estados que apresentam o maior número de casos confirmados da covid-19.
Quanto aos óbitos, as unidades federativas mais afetadas são São Paulo (33.472), Rio de Janeiro (17.453), Ceará (8.774) e Pernambuco (7.954).
De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, a tendência de diminuição no número de casos e óbitos pela doença respiratória é verificada em praticamente todas as regiões do Brasil.
A revista da Sociedade Brasileira de Medicina publicou um estudo inédito da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto sobre um caso de reinfecção do coronavírus numa técnica de enfermagem, noticiou hoje o jornal O Globo.
Trata-se, segundo os autores do artigo, de uma evidência de que é possível que uma pessoa seja infetada mais do que uma vez pelo novo coronavírus, uma hipótese que foi também verificada num paciente em Hong Kong.
De acordo com o professor da USP e coordenador do estudo, Fernando Belíssimo, a publicação em revista científica sobre o caso da técnica de enfermagem, de 24 anos, é uma “validação científica” da possibilidade de o ser humano ser reinfetado.
“Quando divulgámos inicialmente muitos duvidaram que realmente fosse reinfecção. Quando entra numa revista de circulação internacional, é uma validação. Comprovação absoluta é algo que não se fala em ciência, mas falamos da verdade do dia. E a evidência mais atual é que a reinfecção pelo novo coronavírus é possível”, disse o especialista.
Apesar da comprovação do caso, Fernando Belíssimo acredita as reinfecções sejam incomuns face ao novo coronavírus.
A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto investiga outros 12 casos de reinfecção, segundo o Globo.
A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 943.086 mortos e mais de 30 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
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