BE critica que não se saiba quando chegam apoios à economia

10 de Novembro 2020

A coordenadora do BE, Catarina Martins, apontou esta terça-feira incoerência a algumas das novas regras do estado de emergência, considerando estranho que, "sabendo-se a hora do recolher obrigatório, não se saiba quando é que chega o apoio devido" à economia.

No final de uma reunião com a CGTP, em Lisboa, Catarina Martins respondeu aos jornalistas que “não contesta a necessidade de medidas que previnam o aumento do contágio” uma vez que o “SNS está sob muita pressão”.

“Mas é também certo que nas regras que são implementadas agora, nem todas têm uma coerência muito óbvia e, portanto, temos algumas dúvidas”, assumiu.

Uma grande preocupação manifestada pela líder do BE foi o facto de, sabendo-se “a hora a que começa o recolher obrigatório, não se saiba quando é que chega o apoio àquele trabalhador que ficou sem rendimento por causa das regras de contenção da pandemia”.

“Nós pedimos a alguns setores de atividade que suspendam a sua atividade ou que paralisem em parte para preservar a saúde de todos. Assim como o fazemos, temos depois de os apoiar”, defendeu.

Em setores como a restauração, o turismo, a cultura ou o desporto, para Catarina Martins, é estranho que, “sabendo-se a hora do recolher obrigatório, não se saiba quando é que chega o apoio que é devido àquelas pessoas a quem se pediu para travarem a sua atividade em nome da saúde de todos”.

“A solidariedade tem de funcionar nas duas direções e se lhes é pedido sacrifício da sua atividade para preservar a saúde pública, é também preciso garantir-lhes os apoios necessários porque a paralisação da atividade tem custos enormíssimos”, apelou.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Farmácias comunitárias preparam-se para responder a dúvidas sobre menopausa

A Associação Portuguesa de Farmacêuticos para a Comunidade (APFPC) lança no próximo dia 9 de abril o segundo módulo do ciclo formativo dedicado à saúde feminina, focado na menopausa e na terapia de substituição hormonal. As inscrições encontram-se abertas até à data da primeira sessão

Rastreio neonatal genético avança mas coloca desafios éticos e técnicos

Uma revisão publicada na Pediatric Investigation analisa o potencial da sequenciação de próxima geração para complementar os métodos tradicionais no rastreio de doenças genéticas em recém-nascidos, identificando condições que passam despercebidas até surgirem sintomas irreversíveis

Pedro Pita Barros alerta: pacto para a saúde não pode ser “solução mágica” nem demorar uma década

O economista Pedro Pita Barros, professor na Nova School of Business and Economics, defendeu esta segunda-feira que o pacto para a saúde proposto pelo Presidente da República, António José Seguro, não deve ser entendido como um plano de medidas executivas, mas antes como a definição de objetivos consensuais para o sistema de saúde português. Numa reflexão publicada no seu blog “Momentos Económicos… E não só”, o académico alerta que o processo não pode arrastar-se por uma década nem resolver-se numa semana, sob pena de se tornar inútil ou desatualizado

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights