Corrida de São Silvestre da Amadora cancelada

21 de Dezembro 2020

A corrida de São Silvestre da Amadora foi esta segunda-feira cancelada devido à pandemia de Covid-19, com a organização a referir que não existem condições de saúde pública para realizar a prova em “absoluta segurança”.

A corrida de São Silvestre da Amadora foi esta segunda-feira cancelada devido à pandemia de Covid-19, com a organização a referir que não existem condições de saúde pública para realizar a prova em “absoluta segurança”.

“Inicialmente prevista para o último dia do ano, e considerando o atual enquadramento pandémico a nível nacional e municipal, o Desportivo Operário do Rangel, após cuidada ponderação por parte da sua direção e Mesa da Assembleia Geral, crê que não se encontram reunidas as necessárias condições de saúde pública para a organização, em absoluta segurança, de uma prova com esta natureza e especificidade”, explicou a organização em comunicado.

O evento, promovido pelo Clube Desportivo Operário do Rangel com o apoio da Câmara Municipal da Amadora desde o seu início, iria realizar a 46.ª edição da prova.

“Apesar de ser uma modalidade de risco baixo, quando garante o cumprimento das medidas preconizadas pela Direção-Geral da Saúde, esta prova não deixa de ser um grande momento de prática de exercício físico associado à boa disposição e alegria, que poderia implicar um risco acrescido e desnecessário tanto para os atletas como para o público”, refere o documento.

A organização da São Silvestre da Amadora, que em 2019 contou com mais de 1.800 atletas, promete voltar a organizar a corrida em 2021.

“Em 2021 voltaremos em força, pintando as ruas com o colorido especial dos atletas e de todos os que assistem à mítica e mais antiga corrida de São Silvestre de Portugal continental”, salienta.

As corridas de São Silvestre de Lisboa e Porto vão ser disputadas de forma virtual, no último fim de semana de 2020, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

As tradicionais corridas de São Silvestre reeditam a original, a de São Paulo, no Brasil, que foi corrida pela primeira vez em 1925 e teve a sua 96.ª edição adiada de 31 de dezembro de 2020 para 11 de julho de 2021, também devido à pandemia de Covid-19.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.685.785 mortos resultantes de mais de 76,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 6.134 pessoas dos 374.121 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

LUSA/HN

Outros artigos com interesse:

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Cuidados continuados integrados: o desafio da fragmentação em Portugal

A prestação de cuidados continuados em Portugal caracteriza-se pela fragmentação entre serviços de saúde e sociais, criando lacunas na assistência a idosos e pessoas com dependência. A falta de coordenação entre os diferentes níveis de cuidados resulta em transições inadequadas e sobrecarga para as famílias

O Paradoxo Português: Mais Médicos Não Significa Melhor Saúde

Portugal supera a média da OCDE em número de médicos, uma vantagem que esconde uma fragilidade crítica. A escassez persistente de enfermeiros compromete a eficácia dos cuidados, sobrecarrega o sistema e expõe um desequilíbrio perigoso na equipa de saúde nacional

Prescrição segura em Portugal: antibióticos e opioides ainda acima das melhores práticas internacionais

Portugal mantém níveis de prescrição de antibióticos nos cuidados primários superiores à média da OCDE, um padrão partilhado com outros países do sul da Europa. Este uso excessivo, aliado a uma tendência crescente para opioides, alerta para riscos de resistência antimicrobiana e dependência, exigindo uma estratégia nacional concertada para mudar práticas clínicas e culturais profundamente enraizadas

Prevenção em Saúde: A Cura que Portugal Ignora

Apenas 3% da despesa em saúde em Portugal é canalizada para a prevenção. Este investimento residual, estagnado há uma década, condena o sistema nacional a um ciclo vicioso de tratamentos caros e reativos. Enquanto isso, países como a Finlândia e o Canadá demonstram que priorizar a prevenção é a estratégia mais inteligente e económica para travar o tsunami das doenças crónicas

Inovação em Saúde Portuguesa: O Labirinto Burocrático que Prende o Futuro

O relatório “Health at a Glance 2025” da OCDE expõe uma contradição gritante em Portugal: apesar de uma investigação robusta e profissionais qualificados, a inovação em saúde enfrenta anos de entraves burocráticos, deixando os doentes à espera de terapias já disponíveis noutros países e travando a modernização do SNS

Trabalhadores Estrangeiros: O Esteio Insustentável do SNS

A dependência de médicos formados no estrangeiro tornou-se um pilar vital, porém frágil, do Serviço Nacional de Saúde. Enquanto a OCDE confirma esta tendência global, em Portugal a contratação internacional é a tábua de salvação para serviços à beira do colapso, mascarando uma crise profunda de atratividade e retenção de talentos nacionais

Cirurgia de Ambulatório: A Revolução Inacabada do SNS

Portugal aumentou a cirurgia de ambulatório, permitindo altas no mesmo dia e libertando camas. No entanto, o relatório “Health at a Glance 2025” da OCDE revela que o país está longe do seu potencial máximo. Barreiras culturais e organizacionais travam uma expansão que poderia ser decisiva para reduzir listas de espera e aumentar a resiliência do SNS

Preparação para Crises: A Lição Ignorada de Portugal

O relatório “Health at a Glance 2025” da OCDE expõe a vulnerabilidade de Portugal face a novas crises sanitárias. Com um investimento residual na preparação para emergências e capacidades de cuidados críticos, o país arrisca-se a repetir os erros da pandemia, sem ter reforçado a resiliência do seu sistema de saúde. A janela de oportunidade para agir está a fechar-se.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights