Primeiro-ministro britânico adia viagem à Índia para acompanhar crise no Reino Unido

5 de Janeiro 2021

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, adiou uma viagem oficial à Índia, marcada para janeiro, que seria a sua primeira grande deslocação ao estrangeiro, após o agravamento da pandemia de Covid-19, anunciou hoje Downing Street.

Boris Johnson “falou com o primeiro-ministro (indiano) Modi esta manhã para expressar o seu pesar por não poder viajar para a Índia como planeado, no final deste mês”, disse um porta-voz do Governo britânico num comunicado, alegando a situação de confinamento que se vive no Reino Unido e a velocidade com que a nova variante do novo coronavírus se está a espalhar.

O primeiro-ministro britânico tinha aceitado um convite do seu homólogo indiano, Narendra Modi, para assistir às celebrações do Dia da República, a 26 de janeiro em Nova Deli, honra dada apenas a outro líder britânico, John Major, em 1993, desde a independência em 1947 da Índia, antiga colónia britânica.

Mas os planos foram alterados, por causa da escalada da propagação do novo coronavírus no Reino Unido, que levou o primeiro-ministro a decretar um novo confinamento a partir de hoje, exigindo também a sua presença em Downing Street, para acompanhar de perto a evolução da crise sanitária.

“Dado o confinamento e a velocidade com que a nova variante do novo coronavírus se está a espalhar, o primeiro-ministro sentiu que era importante permanecer no Reino Unido, para se concentrar na resposta a dar ao vírus”, pode ler-se no comunicado hoje divulgado.

A deslocação do chefe do governo britânico coincidiria com o início de uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab, à Índia, para discutir matérias de política externa, comercial e segurança, nomeadamente a situação no Afeganistão, a evolução da região Indo-Pacífico e os desenvolvimentos no Médio Oriente.

Downing Street diz agora que Boris Johnson “espera poder viajar para a Índia durante o primeiro semestre de 2021 (…), antes da cimeira do G7”.

Em retribuição a esta visita agora adiada, Boris Johnson convidou a Índia para participar da cimeira do G7 como um dos três países convidados, ao lado da Coreia do Sul e da Austrália.

Com mais de 75 mil mortos, o Reino Unido é um dos países europeus mais afetados pela pandemia de Covid-19.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Chamadas de telemóvel associadas a um maior risco de hipertensão arterial

Advertisement

Falar ao telemóvel durante 30 minutos ou mais por semana está associado a um aumento de 12% do risco de hipertensão arterial em comparação com menos de 30 minutos, de acordo com um estudo publicado no European Heart Journal – Digital Health, uma revista da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC)

Traumas na infância podem provocar insónia nos adultos?

Advertisement

Investigação demonstrou que experiências adversas na infância resultam em formas mais disfuncionais de lidar com a vergonha e aumentam a gravidade dos casos de insónia na idade adulta, embora estas duas variáveis não surjam associadas.

Manuel Delgado: O SNS está a resvalar muito rapidamente para o precipício

Advertisement

Em entrevista exclusiva ao nosso jornal, Manuel Delgado, ex-Secretário de Estado da Saúde do XXI Governo Constitucional, entre 2015 e 2017 e Professor Auxiliar convidado da ENSP/Universidade Nova de Lisboa para as áreas da Políticas de Saúde e Gestão de Serviços de Saúde, aponta os principais desafios que o SNS enfrenta e os que irá enfrentar no futuro.

Mário Macedo: “Enfermeiros Unidos” por uma Enfermagem com Voz

Advertisement

Mário André Macedo, Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica e principal rosto do Movimento “Enfermeiros unidos”, considera inconcebível o constante afastamento dos enfermeiros dos locais de reflexão, planeamento e decisão em saúde. Pondera vir a candidatar-se a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros à qual aponta a responsabilidade de nos últimos anos  ter perdido o seu foco e uma visão estruturada para a profissão.

Entre a idade dos ‘porquês’ e o tempo da revolta: Como lidar com a DII em crianças e jovens?

Advertisement

Viver com uma doença para o resto da vida não é fácil quando o diagnóstico é feito em plena infância ou adolescência. Um cenário que pode ser ainda agravado quando se está perante uma doença com inúmeros estigmas, como a Doença Inflamatória do Intestino. Ter a necessidade de ir, vezes sem conta, à casa de banho pode fazer com que muitas crianças e jovens tenham sentimentos de revolta e vergonha. Atendendo a esta realidade, e de forma a desmistificar algumas destas patologias, a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI) promoveu no passado dia 16 de maio uma discussão sobre o tema.

MAIS LIDAS

Share This