Governo admite que pode haver justificação para vacinação de autarca de Reguengos de Monsaraz

22 de Janeiro 2021

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde admitiu hoje que poderá haver justificação para o autarca de Reguengos de Monsaraz já ter sido vacinado contra a Covid-19, por integrar a direção de um lar.

“Se faz parte da direção” de um lar, “a situação, ainda assim, transforma-se e, talvez, por isso, tenha sido vacinado e, então, assim, justificar-se-á”, afirmou António Lacerda Sales, em declarações às televisões.

O governante falava depois de dar sangue no Instituto Português do Sangue e da Transplantação, em Lisboa, acompanhado pelos secretários de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, e Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches.

Segundo noticia o semanário Expresso na sua página de Internet, o presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz (Évora), José Calixto, eleito pelo PS, já tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

O autarca, pode ler-se na notícia do Expresso, “foi incluído numa lista de funcionários e utentes a vacinar enviada pelo lar” da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, onde um surto de Covid-19, no verão de 2020, provocou a morte de 18 pessoas.

De acordo com o Expresso, “apesar de não se inserir em nenhum dos grupos prioritários para a primeira fase da vacinação”, o autarca “conseguiu contornar os critérios definidos pelo Governo e pelas autoridades de saúde por ser presidente da fundação que gere o lar”.

Antes de admitir que pode existir justificação para a vacinação de José Calixto, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde advertiu que todos devem “ser vacinados nas fases devidas”.

Questionado sobre a vacinação do autarca de Reguengos de Monsaraz, ainda antes de outro jornalista lhe indicar que José Calixto pertence à direção do lar, o governante considerou que o presidente da câmara “deveria ter sido vacinado na fase correspondente, que seria a dos serviços críticos”.

Lacerda Sales defendeu que “a atividade política deve ser inserida na fase dos serviços críticos”, a par de “bombeiros e forças de segurança”, assinalando que os setores abrangidos para esta fase “são definidos pelo Ministério da Administração Interna”.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.686 pessoas dos 595.149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

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