Macau regista 80.º infetado, primeiro do ano e único caso ativo

22 de Fevereiro 2022

Macau registou mais uma pessoa infetada com a Covid-19, a 80.ª desde o início da pandemia, um caso importado que é simultaneamente o primeiro do ano e o único ativo.

O último caso tinha sido diagnosticado em 30 de dezembro, também ele importado.

Macau, que tem seguido a política de saúde de ‘zero casos’ definida por Pequim, impõe quarentenas que podem chegar a 28 dias , mantendo a fronteira fechada a não residentes, à exceção daqueles oriundos da China continental.

A entrada é também barrada àqueles que testaram positivo à Covid-19 nos últimos dois meses.

Com cerca de 70% da população vacinada com duas ou mais doses, a região administrativa especial chinesa continua a apelar com urgência à vacinação, enquanto aposta num sistema misto de incentivos e constrangimentos.

Apesar de ter arrancado com a vacinação geral à população há quase dois anos, o ritmo e o número de vacinados continua a ser insuficiente para as autoridades, que avisaram que a existência de surtos em regiões vizinhas aumenta o risco de ocorrência em Macau.

Na cidade vizinha de Hong Kong, as autoridades locais estão a registar milhares de casos diários, com os especialistas a expressarem receio de que o número de infetados, detetados a cada 24 horas, possa aumentar para 28 mil até ao final de março, com óbvio impacto no sistema de saúde da região semiautónoma, onde atualmente os hospitais já atingiram 90% da capacidade e as instalações de isolamento estão lotadas.

A situação tem sido seguida por Macau, que enviou uma equipa de especialistas para a ex-colónia britânica, ao mesmo tempo que lançou um recado interno: “se o risco de infeção comunitária aumentar, ainda mais, em Macau, serão adotadas medidas rigorosas de prevenção epidémica, o que inevitavelmente causará incómodos a quem não foi vacinado”.

Antes da contabilização do 80.º infetado, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus já lembrara que mais de 90% dos 23 casos importados de infeção assintomática (e que não contam para a estatística) este ano foram associados à variante Ómicron, altamente contagiosa, reiterando o apelo à vacinação para se reduzir os riscos de contágio e de se contrair doenças graves.

Hoje, as autoridades do território, que não permitem a entrada de não vacinados, à exceção da China continental, anunciaram também que os funcionários públicos terão direito a um dia de folga para acompanhem os filhos aquando da vacinação.

E insistiram num “um apelo veemente no sentido de tomarem, os alunos do ensino infantil, primário e secundário, com a maior brevidade possível, as vacinas contra a Covid-19.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.884.689 milhões de mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência de notícias France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

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