Enfermeiros Vila Franca de Xira e Loures exigem melhores condições

8 de Setembro 2022

Os enfermeiros dos hospitais de Vila Franca de Xira e de Loures vão entregar um abaixo-assinado e uma moção, exigindo a contratação urgente e as 35 horas semanais de trabalho, divulgou hoje o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).  

Segundo o comunicado do SEP, o abaixo-assinado, que agregou cerca de 300 assinaturas dos enfermeiros, será entregue na sexta-feira, pelas 11:00 no Hospital de Vila Franca de Xira e na próxima terça-feira dará entrada no Hospital de Loures uma moção.

De acordo com os profissionais, as unidades hospitalares em questão ainda não subscreveram os dois Instrumentos de Regulamentação de Contrato de Trabalho (IRCT) acordados entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e as instituições Entidades Públicas Empresariais (EPE), que garantem, entre outros direitos, a regulamentação das 35 horas de trabalho por semana, bem como a progressão salarial.

Antigas Parcerias Público-Privadas (PPP) e agora EPE, o Hospital de Vila Franca de Xira e o Hospital de Loures já tiveram, respetivamente, ano e meio e oito meses para aderir aos IRCT, diz o sindicato.

“É urgente que as administrações do Hospital de Vila Franca de Xira e do Hospital de Loures concretizem a adesão aos IRCT e ponham fim à discriminação destes enfermeiros comparativamente aos restantes das outras EPE, nomeadamente na aplicação das 35 horas semanais”, alerta o sindicato.

Em resposta à Agência Lusa, fonte do Hospital de Vila Franca de Xira, frisou que, quando iniciou funções, o Conselho de Administração avançou de imediato com os procedimentos necessários para a passagem das 40 para as 35 horas de trabalho semanal.

“Um processo quase concluído na altura em que se deu a interrupção da anterior legislatura, no Outono de 2021”, acrescentou.

Com a tomada de posse do novo Governo, a mesma fonte garante que os “trâmites para a adesão às diferentes Convenções Coletivas de Trabalho” encontravam-se já concluídos, bem como aprovados pelo Ministério da Saúde.

Contudo, o hospital afirma que aguarda agora a decisão do Ministério das Finanças para que a transição fique concluída, assegurando que tem, ao longo do último ano, informado “os seus profissionais de enfermagem e de outras categorias profissionais do decorrer do processo”.

A agência Lusa tentou sem sucesso contactar com o Hospital de Loures para obter uma reação.

Os enfermeiros de ambas as instituições insistem que há uma “carência” de profissionais, o que leva a trabalho extraordinário programado, a acumulação de feriados não gozados, redução de folgas e ao aumento dos ritmos de trabalho.

“É fundamental criar condições de trabalho para atrair e fixar enfermeiros, nomeadamente tempos de descanso adequados, a aplicação de uma Carreira Única de Enfermagem para todos e a contabilização de todos os anos de serviço para efeitos de progressão”, conclui o sindicato.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

FNAM alerta: Decreto-Lei das urgências regionais ameaça cuidados de proximidade

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) denuncia que o Decreto-Lei recentemente publicado pelo governo de Montenegro, que trata da concentração das urgências regionais, representa um ataque aos cuidados de proximidade aos cidadãos e coloca em risco grávidas, recém-nascidos e utentes em todo o país.

Correia de Campos apela ao PS: votem em Gouveia e Melo

Num discurso inflamado em Oeiras, o antigo ministro socialista Correia de Campos apelou aos eleitores do PS para rejeitarem a disciplina partidária e votarem no candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo

CPAS mantém regime obrigatório e afasta hipótese de adesão à Segurança Social

A Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores não permitirá a transferência dos seus beneficiários para a Segurança Social. O presidente reeleito, Victor Alves Coelho, justificou que uma saída em massa poria em risco o pagamento das pensões atuais. Foram anunciadas novas medidas de flexibilidade contributiva

Cova da Beira reduz em 88% as cirurgias com espera superior a um ano

A Unidade Local de Saúde da Cova da Beira resolveu 96% das cirurgias pendentes do final de 2024 e reduziu em 88% o número de utentes que esperavam há mais de um ano por intervenção. A lista global de espera cirúrgica diminuiu 27% durante 2025, apesar do ingresso de mais de 2.300 novos casos.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights